Resenha por M. J. Schizo.
Torches of Nero aqui como representante regional desse grandioso festival sendo encabeçado pelo nosso maior representante do metal extremo de toda a América Latina, os gaúchos do Krisiun, mais a lenda americana do death metal Malevolent Creation, e os debutantes em terras brasileiras, os também americanos do Contortion.
Pra quem já viu o Torches of Nero ao vivo, sabe que a parte visual e teatral da banda é muito forte e emblemática, estandartes pelo palco e uma vestimenta a la “missa negra” dão um ar todo misterioso a apresentação, já que ninguém mostra o rosto durante a amaldiçoada execução de seus temas.
Toda essa temática visual fica ainda mais representativa quando a horda começa a tocar! Iniciam o show com Hate Mokking Abrahameggedon num black metal sonoricamente equilibrado alternando partes rápidas á partes lentas, o vocalista e guitarrista Baal Seth Penitence vocifera a plenos pulmões com o timbre rasgado repleto de eco sua amaldiçoada mensagem, e anuncia a próxima música, que estará presente no próximo álbum, Blessed be the Lepers that Yeshua didnt Cure, e tome uma enorme cruz invertida e tome laço nos instrumentos. O som estava muito bom pra frente e o público realmente participativo, nos intervalos era nítido a aprovação, o show segue e o baterista Antimater bate impiedosamente a bateria fazendo jus a nomes consagrados do estilo old school como Abaddon, que batem forte como deve ser um show de metal extremo, e o timbre do baixo de Blackpest, também com máscara e um manto enigmático, soa como as trombetas do inferno de forma pesada e estrondosa, que nota-se bem na homenagem a Euronymous da The Sower of Darkness. Uma apresentação coesa e muito convincente da banda de Rio Grande, desfilando de forma muito harmoniosa influências nítidas hora da cena norueguesa, hora da cena grega, e unificando tudo em seu próprio estilo, não faltando muito riff e muito blast beat inspirado na primeira onda do black metal mundial. The Rat fecha a apresentação de quase 40 minutos do Torches of Nero mostrando a aprovação total do público que já estava em sua totalidade dentro da casa de show, autênticos representantes do estilo, saem de cena com a certeza de missão cumprida, numa noite que ainda teve o americano Contortion, mostrando um death metal variado e bem técnico, depois os americanos do Malevolent Creation, que lamentavelmente acabaram fazendo a turnê sem o big boss Phil Fasciana por motivos de saúde, mas que simplesmente detonaram num show impecável mesmo em forma de trio, e fechando a noite dos “trios” como já citado aqui, o maior representante do metal extremo de toda a América Latina, os gaúchos do Krisiun, celebrando em uma turnê mundial o tão aclamado Conquerors of Armageddon, que foi mesclado com os maiores clássicos da banda, e num encerramento sempre apocalíptico com Black Force Domain sendo cantado em uníssono pelos presentes, e deixando o palco sempre com o público estupefato, tamanha a intensidade de suas apresentações.
Baterista da banda mineira HOLOCAUSTO War Metal,
e a gaúcha FINALLY DOOMSDAY,
proprietário da loja APLACE artigos de rock,
ex SEXTRASH, ex BESTIAL entre outras bandas,
atua também como colaborador
do blog REBEL ROCK RS.





