Projeto de Arcanist Augur Svafnir resgata a grandiosidade épica do black metal dos anos 1990 em novo lançamento pela Dusktone

Nascido no início dos anos 2000 na Itália e posteriormente desenvolvido em Londres, GLADIUM REGIS retorna com um novo capítulo de sua jornada musical. Após o lançamento do trabalho de dungeon synth Kingdom (2020), o projeto solo de Arcanist Augur Svafnir — também conhecido por sua atuação como cofundador e frontman da banda italiana de pagan black metal Draugr — assume agora uma nova direção estética e conceitual. O objetivo é claro: recuperar a grandiosidade crua e não polida do black metal épico e sinfônico do início dos anos 1990. O resultado se materializa no novo álbum Quest, com lançamento marcado para 27 de fevereiro, via Dusktone.
Como prévia desse novo trabalho, foi revelado o segundo single, intitulado “Durindana”, faixa que sintetiza com precisão o espírito aventureiro, marcial e visionário do álbum. Embora Gladium Regis seja um projeto solo, Quest conta com a participação de músicos convidados de peso: Davide Straccione (Shores of Null) assume vocais convidados em três faixas; Lupus Nemesis (Atavicus) contribui com instrumentação adicional, arranjos corais e a mixagem final realizada no Genxia Studios; e Tamoth (Obscura Nox Hibernis) acrescenta passagens de violão acústico no intro e no intermezzo do disco.
De acordo com o selo Dusktone, Quest marca uma transição lírica e conceitual em relação a Kingdom. Se antes o foco recaía sobre mundos puramente fantásticos, agora Svafnir se volta para as epopeias cavaleirescas de autores como Ludovico Ariosto (Orlando Furioso), Matteo Maria Boiardo (Orlando Innamorato) e Sir Walter Scott (Ivanhoe). Histórias de honra, amor e sacrifício medievais funcionam aqui como metáforas para temas esotéricos e gnósticos, aprofundando a já conhecida fascinação do músico pelo ocultismo, paganismo e literatura fantástica.
Musicalmente, GLADIUM REGIS dialoga com o legado de Summoning, Dissection, Emperor, Falkenbach e do Dimmu Borgir inicial, ao mesmo tempo em que incorpora elementos folk e medievais que evocam nomes como Angelo Branduardi, Antonino Riccardo Luciani e Guillaume de Machaut. Há ainda incursões pontuais por territórios do heavy e power metal, além de discretas influências eletrônicas e punk, criando uma tapeçaria sonora que alterna entre o épico e o onírico, o sagrado e o amaldiçoado, o heroico e o trágico.
A faixa “Durindana”, fiel ao nome do álbum, assume uma natureza de verdadeira jornada. Seus ritmos galopantes — com bateria pulsante e baixo vibrante — sustentam uma muralha sonora de sintetizadores sinfônicos, teclas cintilantes que lembram flautas ancestrais e guitarras giratórias que evocam uma aura pagã e antiga. Apesar da atmosfera elevada e quase transcendental, a música mantém um caráter feroz, impulsionado por vocais rasgados de guerra. Próximo ao desfecho, Svafnir apresenta um solo de guitarra empolgante, semelhante ao lamento de gaitas, enquanto corais apaixonados elevam a composição a um clímax verdadeiramente épico.
Quest será lançado em CD (jewelcase) e formatos digitais no dia 27 de fevereiro, e é recomendado especialmente para fãs de Falkenbach, Summoning e Sojourner. O primeiro single do álbum, “Crux Inversa Intra Lunam”, já se encontra disponível, assim como as pré-vendas.
Fonte: Dusktone



