— Você é minha dona, minha única dona… Eu já disse! —murmurou ele, de cabeça baixa.
— Então prova, seu putinho desgraçado!
Acho que Daniel ainda não tinha entendido o que era submissão. Cachorro desgraçado! Peguei-o beijando uma moça numa festa. Vagabundo! Eu disse que ele era meu e só meu! Mas como foi desobediente, era hora de receber uma punição.
— Você quer a mim ou a outra mulher?
— Somente você, minha dona…
Juntei bastante saliva e cuspi com força na cara dele. Ele tentou se limpar e eu dei um chute nas suas bolas.
— Não ouse se limpar!!! — gritei.
Estávamos dentro de um banheiro público, sozinhos.
— Ela não tem o que eu tenho… — falei — Nenhuma mulher vai te dar o que eu te dou. Nenhuma delas te escraviza e maltrata como eu faço. Eu sei que você gosta, seu masoquista de merda!!! Somente eu posso realizar suas fantasias mais sujas. Você sabe disso, não sabe?!
— Sim, minha dona…
— Então por que me desobedeceu, desgraçado?!
— Por que eu não sou digno de você… Mereço ser punido.
Abaixei minhas calças, os olhos dele faiscaram ao verem minha boceta molhada. Achou que eu iria dar pra ele, deixá-lo me chupar. Otário! Mijei no chão, deixando uma grande poça se formar. Em seguida, ordenei:
— Lamba até a última gota.
A perplexidade invadiu o olhar dele, fazendo-o discordar com a cabeça.
Chutei suas costelas, e gritei:
— Lamba até a última gota, desgraçado!!!
Ele sabia que deveria me obedecer, caso quisesse que eu continuasse sendo sua dominatrix.
O chão sujo do banheiro, cheio de marcas barrentas de pé e fios de cabelo, misturado ao meu mijo, deveria estar com um gosto horrível, pela sua expressão de desprezo. Às vezes ele parecia querer vomitar, mas continuou lambendo e lambendo, até o chão estar totalmente seco.
— Está satisfeita, minha dona?
Sorri, desdenhosamente, e respondi:
— Bom garoto…
* Indy Sales: Criatura do subterrâneo, transforma o terror, o gore, o erotismo e o trauma em contos, poesias e provocação. Sua literatura oscila entre o horror, a pornografia e a blasfêmia. Uma autora que não escreve para a luz. Ela escreve para aquilo que se move nos porões da mente.




