Ícones do metal viking retornam em outubro com um álbum inspirado nas lendas nórdicas, celebrando Odin e narrativas épicas de guerra, sacrifício e honra.

Os gigantes suecos do AMON AMARTH confirmaram o lançamento de seu décimo terceiro álbum de estúdio, “The Allfather Awakens”, que chegará ao mercado em 2 de outubro pela Metal Blade Records. Para marcar o anúncio, a banda apresentou o single “Gjallarhorn”, primeira faixa oficial do novo trabalho e sucessora do inesperado lançamento acústico “Upphaf”.
Mantendo a tradição que acompanha sua carreira há mais de três décadas, o novo álbum mergulha novamente na mitologia nórdica, tendo Odin (Oden) — o Pai de Todos, divindade da guerra, da sabedoria, da morte, da magia e da poesia — como figura central de sua identidade visual e temática. No entanto, diferentemente de um álbum conceitual, “The Allfather Awakens” reúne histórias independentes inspiradas em acontecimentos históricos, conflitos épicos e atos de sacrifício realizados em nome de um bem maior.
O primeiro single, “Gjallarhorn”, representa um retorno imediato à sonoridade clássica do AMON AMARTH. Após a atmosfera contemplativa de “Upphaf”, a nova composição surge carregada de riffs vigorosos, andamento acelerado e um refrão marcante que reúne todos os elementos que fizeram da banda uma das maiores referências do melodic death metal com temática viking.
A música recria um dos episódios mais emblemáticos da mitologia nórdica: o momento em que Odin sacrifica um de seus próprios olhos, lançando-o nas águas do poço da sabedoria, Mímisbrunnr, em troca do conhecimento absoluto e da capacidade de enxergar o destino dos deuses e dos homens. A partir dessa narrativa, o AMON AMARTH transforma o antigo mito em uma poderosa metáfora sobre sacrifício, poder e transcendência.
O processo de composição também marcou uma mudança significativa na rotina da banda. Diferentemente dos trabalhos anteriores, grande parte das músicas começou a ser escrita durante as turnês, permitindo que as ideias fossem desenvolvidas ainda em meio à intensa agenda de shows.
As gravações aconteceram em duas etapas distintas no estúdio do produtor Jacob Hansen, na Dinamarca. A primeira sessão ocorreu na primavera de 2025, enquanto os registros finais foram concluídos em março de 2026.
Segundo o guitarrista Olavi Mikkonen, a banda adotou uma metodologia inédita durante a produção.
“Trabalhamos em uma música de cada vez, aperfeiçoando cada detalhe antes de iniciar a seguinte. Gravávamos bateria, guitarras e vocais até que a faixa estivesse completamente finalizada. Só então passávamos para a próxima. Isso nos permitiu tratar cada composição como se fosse um single.”
Ainda de acordo com o músico, o grupo também buscou um timbre mais orgânico para as guitarras, abandonando parte da sonoridade moderna baseada em amplificadores 5150 e retornando aos clássicos Marshall, aproximando o novo álbum de uma estética mais tradicional.
Embora o título faça referência direta a Odin, a inspiração do disco se espalha por diversas figuras e episódios da mitologia escandinava. Faixas como “Eight Legs of Thunder”, “Kvasir’s Blood”, “Oden’s Hunt” e “Die With a War Cry” exploram temas ligados à guerra, ao destino, ao heroísmo e à busca pelo conhecimento, reafirmando o compromisso da banda com a tradição narrativa que sempre definiu sua obra.
A capa de “The Allfather Awakens” foi criada pelo artista Tom Thiel, colaborador de longa data responsável por sete capas da discografia do grupo. A ilustração apresenta um poderoso retrato de Odin, reforçando a identidade visual construída ao longo da carreira do quinteto.
Mais de trinta anos após sua formação em Tumba, na Suécia, o AMON AMARTH permanece como uma das maiores forças do metal mundial. Ao longo de sua trajetória, a banda dividiu palco com nomes como Slayer, Iron Maiden, Slipknot e Pantera, além de protagonizar apresentações históricas em festivais como Wacken Open Air, Bloodstock, Download Festival e Summer Breeze, consolidando sua reputação como uma das atrações mais impactantes do metal contemporâneo.
Outro aspecto marcante de sua influência cultural é o fenômeno conhecido como The Row, tradição iniciada por seus fãs durante apresentações ao vivo, em que centenas — ou milhares — de pessoas simulam remar um dracar viking em perfeita sincronia. A prática nasceu nos shows da banda e, ao longo dos anos, espalhou-se por festivais e apresentações de diversos artistas ao redor do mundo, tornando-se um dos momentos mais emblemáticos da cultura do metal moderno.
Para acompanhar o lançamento do álbum, o AMON AMARTH prepara uma nova produção de palco inspirada no lendário Salão Dourado de Odin, transformando seus concertos em uma verdadeira experiência visual baseada na mitologia nórdica.
Tracklist – The Allfather Awakens
- Gjallarhorn
- Eight Legs of Thunder
- Kvasir’s Blood
- We Rule the Waves
- Upphaf
- Die With a War Cry
- Raven God
- The Allfather Awakes
- Oden’s Hunt
- Ascending Like an Eagle

Formação
- Johan Hegg – vocais
- Olavi Mikkonen – guitarra
- Johan Söderberg – guitarra
- Ted Lundström – baixo
- Jocke Wallgren – bateria
Com “The Allfather Awakens”, o AMON AMARTH demonstra que ainda encontra novas formas de expandir seu universo criativo sem romper com as raízes que o transformaram em um dos maiores nomes do metal de inspiração nórdica. Entre narrativas épicas, produção refinada e uma abordagem musical cuidadosamente construída, o novo trabalho promete fortalecer ainda mais o legado de uma banda que continua levando a mitologia viking aos maiores palcos do mundo.
Fonte: Kronus Mortus News.



