Entidade finlandesa de Black Metal prepara o aguardado terceiro álbum, Ignis Draconis Daemonicus, com uma nova manifestação de sua tradição ocultista e incendiária

Das profundezas do underground finlandês, o FLAME retorna para revelar novos sinais de seu próximo trabalho, Ignis Draconis Daemonicus, terceiro álbum completo de uma trajetória construída sobre Black Metal, blasfêmia, ocultismo e uma devoção inabalável às raízes mais antigas da música extrema. O novo álbum será lançado em 25 de setembro de 2026, através da Primitive Reaction.
Formado em 1998, na cidade de Kuopio Rock City, por antigos integrantes de Barathrum e Urn, o FLAME rapidamente desenvolveu uma identidade própria. Após alguns demos e um split com o cultuado Devil Lee Rot em 2001, a banda apresentou seu primeiro álbum, Into the Age of Fire, obra que estabeleceu uma sonoridade baseada na combinação entre Black/Thrash Metal arcaico e Bestial Metal, em uma época na qual essas linguagens ainda estavam longe de qualquer evidência de popularidade.
Seis anos seriam necessários até o segundo álbum, March Into Firelands, confirmar que a combustão iniciada no primeiro registro permanecia intacta. Dinâmico, agressivo e imediatamente voltado ao headbanging, o trabalho demonstrava uma banda profundamente ligada às tradições do Metal extremo, mas sem se limitar à simples reprodução de suas referências.
O silêncio voltou a tomar conta da trajetória do FLAME por um longo período, até que, em 2020, o grupo reapareceu com o miniálbum Ignis Spiritus, lançado pela própria Primitive Reaction e recebido com ampla atenção no underground. Agora, o terceiro álbum, Ignis Draconis Daemonicus, surge como uma continuação natural dessa retomada, ampliando tanto a dimensão musical quanto a conceitual apresentada anteriormente.
O título, traduzido do latim como “Fogo do Dragão Demoníaco”, conduz a temática para conceitos relacionados à vontade própria, poder interior e transformação mágica. A nova orientação lírica de Blackvenom, vocalista e guitarrista da banda, mergulha em tradições ocultistas e esotéricas, percorrendo referências que vão da Thelema ao Tifonismo e Draconismo, passando pela Magia do Caos e pelas filosofias Luciferianas.
Segundo a própria concepção apresentada pelo músico, essas experiências refletem também um processo de despertar espiritual e evolução pessoal iniciado aproximadamente uma década atrás. Dessa maneira, o novo FLAME não abandona a blasfêmia que marcou seus primeiros registros, mas a transforma em uma linguagem mais introspectiva e esotérica.
UMA NOVA FORMA DE FOGO
A dimensão sonora de Ignis Draconis Daemonicus também representa uma evolução significativa. A banda estabeleceu como objetivo produzir seu trabalho mais forte, pesado e dinâmico até o momento, explorando novas possibilidades de textura sem abandonar a essência subterrânea que caracteriza o FLAME.
Parte desse processo levou o grupo ao Priory Recording Studios, no Reino Unido, onde entrou em contato com trabalhos que despertaram seu interesse por determinadas paisagens sonoras. Para a mixagem, o FLAME escolheu Greg Chandler, conhecido por seu trabalho com a engenharia sonora e por sua atuação no Esoteric.
A gravação também envolveu Chris Nunnravager, ex-Adorior, que registrou o álbum em seu Rat Nest Recording Studio e posteriormente uniu forças com a Primitive Reaction para dividir os custos de mixagem e masterização.
O resultado pretendido é uma sonoridade capaz de combinar grandiosidade, aspereza e atmosferas épicas, preservando simultaneamente o espírito underground que acompanha a banda desde seus primeiros passos.
Com aproximadamente 47 minutos, Ignis Draconis Daemonicus reúne nove novas manifestações metálicas, além de uma introdução destinada a estabelecer a atmosfera do trabalho. A proposta é apresentada como uma passagem para além dos domínios conhecidos do FLAME, conduzindo o ouvinte por uma jornada marcada por Black Metal, magia, ocultismo e a figura simbólica do dragão.
Mais do que simplesmente retornar ao passado, o FLAME parece interessado em transformar suas próprias raízes em combustível para uma nova etapa. A chama permanece acesa — mas agora arde sob uma forma ainda mais ritualística e esotérica.
FORMAÇÃO
Pimeä (Nocturnal Blackspirit) – bateria
Blackvenom – guitarras, vocais e baixo
Tooloud – baixo
Dr. Vomit – guitarras
FLAME – Ignis Draconis Daemonicus será lançado em 25 de setembro de 2026, pela Primitive Reaction.
Observação: as imagens enviadas não apresentam a tracklist do álbum. Para manter as faixas exatamente como constam na fonte, sem inventar ou alterar títulos, ela precisa ser fornecida ou enviada em uma imagem adicional.
Fonte: The Void Journal.



