Skip to content
março 5, 2026
  • RE(X)VIEWS
  • CHEGOU ESSA SEMANA
  • EQUIPE
  • CONTATO
LUCIFER REX

LUCIFER REX

World Wide Dark Extreme Culture

  • LR
  • NEWS
  • ENTREVISTA
  • RESENHAS
    • Álbum
    • Demos
    • Magazines
    • Shows e Eventos
    • Single
  • SHOWS
  • CULTURA UNDERGROUND
    • Cinema
    • Evil Books
    • Garimpo Underground
    • Horror Tales
    • Lucy’s Women
    • No Trono de Lúcifer
    • RexCover
    • Tattoo’s & Arts
  • DARK REFLECTIONS
  • LUCYFANS
  • R I P
EYE
  • Home
  • Entrevista
  • Anax: As Formas Antigas Permanecem
  • Entrevista

Anax: As Formas Antigas Permanecem

Veteranos da arte negra nacional falam sobre luciferianismo, tradição helênica, criação ritualística e o renascimento consciente do Black Metal como linguagem espiritual e subversiva.

Anton Naberius fevereiro 6, 2026 6 min read

Definitivamente, o Metal Negro brasileiro respira sem aparelhos — e jamais esmurece. Ele persiste porque é sustentado por indivíduos que carregam sua bandeira com orgulho, criatividade e resistência, mas, acima de tudo, com essência: aquela que nos define enquanto segmento musical, ideológico e manifesto. No ano vulgar de 2024, manifestaram-se novamente as raízes brutais de uma sincera vontade de ecoar a pura essência da arte subversiva. A senda do futuro foi refeita, inaugurando um ciclo de irmandade, sabedoria e honra, onde velhas tradições se encontram com novas formas de expressão, guiadas pela determinação inabalável daqueles que ousam construir a alvorada a partir das sombras.

É nesse contexto que surge a Anax, uma horda relativamente nova em nome, mas forjada por integrantes veteranos da cena extrema nacional — indivíduos já envolvidos em outras potestades que ajudaram a escrever e seguem escrevendo capítulos fundamentais do Black Metal brasileiro. Com identidade própria, literatura densa e composições que emanam escuridão com propósito, a Anax reafirma que os velhos caminhos obscuros permanecem vivos e necessários. Com grande orgulho, a Lucifer Rex abre suas páginas sangrentas para esta entrevista conduzida por Anton Naberius, na qual a horda revela seus ideais, sua visão estética e espiritual, e a forma pela qual transforma devoção e caos em som.

 1. Saudações, meus nobres. É com muita honra que os recebo nas páginas sangrentas dos escritos da Lucifer Rex! Para iniciar, vocês, como integrantes antigos da cena do Metal Negro, se uniram para dar vida a esta nova empreitada. Quais os princípios desta corajosa via de ressurgimento?

Anax: Saudações a Lucifer Rex e aos leitores deste material negro. Primeiramente, gostaríamos de agradecer o convite e a atenção. Estamos bastante honrados e com enorme satisfação por participar dessa interação e por tudo de proveitoso que iremos gerar juntos a partir daqui.

Bem, a ideia de iniciar um novo ciclo surgiu da necessidade de nos expressarmos, tanto musical quanto espiritual, por meio de temas como o luciferianismo e o ocultismo. Esses elementos sempre estiveram presentes em nossas vidas, era necessário fortalecer ainda mais essa chama.

Buscamos alinhar esse retorno a uma maior influência da linha grega na composição do Black Metal. Essa foi a forma que encontramos de ter total liberdade para falar e tocar exatamente o que desejamos, sem qualquer tipo de amarra ou tendência. Trata-se de um resgate do nosso passado, sem nos prender à nostalgia ou ao falso saudosismo.

2.Em um trecho do seu release, vocês mencionam uma fusão do velho com o novo. Como isso se deu na prática da horda?

Anax: Lord Thanatos (vocais e teclados), Daymon (bateria) e Kababiel (baixo) carregam consigo uma bagagem de mais de 30 anos dedicados à arte negra subversiva, exercendo-a por meio da música, da prática ritualística e de uma vivência que atravessa décadas. Essa experiência se funde ao fervor de Nosophoros (guitarra) em seu modo de executar riffs e bases agressivas. Juntos, buscaram traduzir esse encontro de gerações nos arranjos, letras e conceitos da banda.

3. Mesmo com toda essa simbiose na formação, recentemente vocês sofreram uma baixa, o que aconteceu para que essa corrente se rompesse e como surgiu a possibilidade de um novo elo?

Anax: Ciclos naturalmente se encerram. Kababiel segue com projetos pessoais em andamento e continua apoiando a Horda. Akhlut — que também integra Templo das Quimeras, Sombra do Fauno e Funebre Cultum — inicia sua caminhada conosco. Um novo ciclo começa.

4. No meio do ano de 2025, vocês lançaram seu primeiro artefato, “Vinde ao Trono do Caos” (Black Hearts Records), contendo três faixas. Como se deu o processo criativo desse material e, até o momento, como tem sido a repercussão desse lançamento?

Anax: A repercussão desse material tem sido acima das nossas expectativas, o que é extremamente gratificante, pois demonstra como nosso trabalho alcançou muitas pessoas e obteve uma recepção satisfatória. Tivemos uma parceria muito positiva com a Black Hearts, que demonstrou grande zelo e capricho ao transformar nossas ideias em algo concreto e bem construído. É uma parceria que desejamos firmar novamente no futuro, em novos materiais e eventos.

As músicas escolhidas passaram por um processo de composição orgânico e fluido. Nosophoros levava para o estúdio todas as linhas de guitarra, com diversos riffs e bases, enquanto Kababiel somava suas linhas de baixo e Daymon acrescentava à bateria suas cadências, levadas e diferentes formas de imprimir dinâmica à estrutura das músicas. Lord Thanatos, com toda a sua essência e musicalidade nata, criou as melodias e arranjos vocais, construindo uma atmosfera maldita de agressividade, ao mesmo tempo obscura e densa, acompanhada por suas linhas de teclados atmosféricas, que unem todos os elementos.

De modo geral, trata-se de um processo de composição bastante democrático, que acontece principalmente dentro do estúdio.

5. No aspecto lírico/filosófico da Anax, como são concebidas suas produções? Quais são as temáticas abordadas e de qu5e maneira essa visão conceitual se concretiza por meio da música?

Anax: Quando ainda era apenas um projeto, todas as letras começaram a ser escritas por Lord Thanatos e Nosophoros. Juntos buscavam sintetizar todo esse conteúdo dentro dos temas líricos, para que, por meio da escrita, fosse possível trazer um aspecto poético e simbólico às músicas.

Os arranjos da Anax são intensamente agressivos e energéticos, enquanto as letras fazem o contraponto com uma atmosfera mais fluida e climática, permitindo que Lord Thanatos interprete esse conceito lírico como se estivesse em um verdadeiro espetáculo de horrores, como alguém que narra uma história dividida em múltiplos atos.

6. Anax nos brinda com uma sonoridade que remete muito aos anos noventa, principalmente no que diz respeito à sonoridade das bandas gregas daquela época. Estou certo? Sendo assim, quais bandas vocês apontariam como principais influências da horda?

Anax: Reforçando o que foi dito na primeira pergunta, o Black Metal grego sempre esteve enraizado em nosso subconsciente, como um impulso, uma ação quase automática. Naturalmente, bandas como Varathron, Rotting Christ, Kawir, Katavasia e Necromantia foram — e continuam sendo (nossas principais influências) tanto no início de nossa trajetória quanto no momento atual. Elas representam nossa principal fonte de inspiração.

7. Recentemente, vocês se apresentaram fora de sua cidade natal. Como foram essas movimentações para saírem de seus centros para outros e como vocês avaliam essas apresentações?

Anax: Em 2025 tocamos em Campina Grande (nossa primeira celebração) no V Rito Ancestral organizado pelo irmão Nildo (Vox Satyr) e, mais recentemente, em São Paulo no Serenata Diabólica produzido por Robson Calura (Storm Productions). Foram experiências bastante enriquecedoras e, até certo ponto, nostálgicas, pelo fato de que todos — com exceção de Nosophoros — já haviam se apresentado nessas cidades.

Retornamos com um novo projeto, uma nova proposta e um outro ar. Foi renovador viver novamente essa experiência e mostrar ao público, que de certa forma já nos conhece de projetos antigos, que ainda temos muito a  mostrar e a dizer.

8. Diante dessa ideia de tocar ao vivo, suponho que vocês já possuam material suficiente para o registro de um álbum completo. Isso está nos planos da Anax?

Anax: Sim, temos bastante material que vem sendo executado em todas as nossas celebrações e que foi o centro do nosso trabalho desde o início. Construímos esse repertório tanto para o nosso primeiro lançamento, “Vinde ao Trono do Caos” (Black Hearts), quanto para o próximo trabalho, que será nosso primeiro full length, “As Formas Antigas Permanecem”, atualmente em processo de produção.

Todas as músicas foram compostas entre 2024 e 2025, e foi necessária uma dedicação intensa para que pudéssemos construir um repertório próprio.

9. Gostaria de tornar a agradecer por terem aceitado o convite e deixo aqui o espaço aberto para o que desejarem propagar aos leitores da Lucifer Rex Magazine.

Anax: Nós é que agradecemos o espaço e toda a atenção, que nos permitiram expressar com detalhes tudo o que existe por trás da música, da composição e das celebrações. Agradecemos também aos leitores da Lucifer Rex por acompanharem este material e se interessarem pelo que temos feito. Foi uma grande honra participar dessa matéria.

Utilizamos este espaço final para parafrasear um trecho de uma de nossas letras, que resume perfeitamente nossa visão e o ideal que buscamos em nossa jornada:

“Que vivam os velhos caminhos obscuros, pois as formas antigas permanecem”

 

Anton Naberius

See author's posts

Tags: anax Anton Naberius black metal Black Metal Brasil black metal nacional blackmetal lucifer rex extreme web portal Underground

Continue Reading

Previous: MASCHARAT retorna com o novo álbum “Ars Aurea Mortis”
Next: SIGNS OF THE EVIL revelam o primeiro vislumbre de “Calling the Ancient Legions Under the Red Moon”

RELACIONADOS

Catacumba: Entre o Hiato e o Abismo, a Progressão Perpétua da Mácula Negra
16 min read
  • Entrevista

Catacumba: Entre o Hiato e o Abismo, a Progressão Perpétua da Mácula Negra

fevereiro 27, 2026

Vulthum: A Continuidade do Veneno Negro em Tempos de Decadência

Filosofia em antagonismo ao mundo moderno e ideologia com raizes profundas.
9 min read
  • Entrevista

Vulthum: A Continuidade do Veneno Negro em Tempos de Decadência

Filosofia em antagonismo ao mundo moderno e ideologia com raizes profundas.

janeiro 30, 2026
PAGAN THRONE – Explorando e Enovando em Terra Dourada.
5 min read
  • Entrevista

PAGAN THRONE – Explorando e Enovando em Terra Dourada.

janeiro 23, 2026

AGENDA DE SHOWS

ARTES NEGRAS DO SUBMUNDO E SUAS LEGIÕES 2.
1 min read
  • Shows

ARTES NEGRAS DO SUBMUNDO E SUAS LEGIÕES 2.

março 5, 2026
CRIES OF DESCRIPT SOULS
1 min read
  • Shows

CRIES OF DESCRIPT SOULS

março 4, 2026
AS FLORES DO MAL ,LITÂNIAS DE SATÃ, O Alvorecer da Eterna Escuridão
1 min read
  • Shows

AS FLORES DO MAL ,LITÂNIAS DE SATÃ, O Alvorecer da Eterna Escuridão

março 2, 2026
RITOS FÚNEBRES DA MORTE
2 min read
  • Shows

RITOS FÚNEBRES DA MORTE

março 2, 2026
ESCARNIUM – MORKALV – KATASTROFE
1 min read
  • Shows

ESCARNIUM – MORKALV – KATASTROFE

março 2, 2026

TATTOO’S & ARTS

A ARTE DO DEATH METAL – Curso de Guitarra
3 min read
  • Tattoo's & Arts

A ARTE DO DEATH METAL – Curso de Guitarra

M. Prophanator fevereiro 18, 2026
Denise Barros – Fotógrafa

Denise Barros – Fotógrafa

outubro 4, 2025
Biancast – um talento da fotografia em ascensão

Biancast – um talento da fotografia em ascensão

agosto 16, 2024

LUCYFANS

LUCYFANS – Drusila Imp – 2025
2 min read
  • Lucyfans

LUCYFANS – Drusila Imp – 2025

Alan Luvarth abril 8, 2025
LUCYFANS – Lullaby

LUCYFANS – Lullaby

agosto 23, 2023
LUCYFANS – Drusila Imp

LUCYFANS – Drusila Imp

junho 4, 2023
Copyright ©Lúcifer Rex Magazine. All rights reserved. | DarkNews by AF themes.