Anuska nasceu e cresceu em Caucaia, município do Ceará que faz divisa com Fortaleza. Seu primeiro contato com o underground aconteceu ainda no ensino médio, em 2009, através de um amigo que tinha uma banda. Na época, não era o estilo musical que mais lhe atraía, mas passou a acompanhar os ensaios como forma de apoio. Um dia, essa banda se apresentou em um festival numa praça, e ela decidiu ir. A partir dali, o underground passou a fazer parte de quem ela era.
Ao sair do ensino médio, ainda sem saber o que queria da vida, mergulhou nos festivais. Entre 2011 e 2012, frequentava eventos que iam do punk ao gótico, do hardcore ao metal. Observava as pessoas com coletes e camisas de bandas que desejava ter, mas como não tinha condições financeiras, decidiu criar as próprias peças. Assim, entrou no universo do Do It Yourself (faça você mesmo). Sua primeira experiência foi pintando uma camisa de forma rudimentar, mas um amigo a incentivou, dizendo que aquilo poderia atrair pessoas interessadas em comprar. Foi então que começou a confeccionar patches.
O início não foi fácil. Sempre desenhou por hobbie, mas pintar era algo completamente diferente. Muitas vezes aproveitava as idas dos pais ao supermercado para pedir tintas e pincéis na seção de papelaria. Sua primeira cliente surgiu em um festival – uma mulher que, mais tarde, se tornaria amiga. Ela encomendou uma camisa de banda, e mesmo sem experiência nesse tipo de trabalho, ela aceitou o desafio. Até então só fazia patches pequenos com logos de bandas, mas a partir dessa experiência evoluiu muito artisticamente.
Em 2017, passou a integrar o Coletivo Girls To The Front, um movimento que não só dava visibilidade à mulher na música, mas também na arte em geral. Durante essa fase, participaram de diversos festivais e eventos, até que a pandemia interrompeu os planos. Com o coletivo encerrado, cada integrante seguiu o próprio caminho. Ainda assim, ela manteve o desejo de continuar produzindo não apenas pintura, tatuagem e artes plásticas, mas também festivais que unam bandas e DJs. Para 2026, já está envolvida em um novo espaço cultural em construção, que promete renovar a cena underground. Um amigo de longa data a convidou para somar no projeto, e ela mergulhou de cabeça. Será um espaço que reunirá todas as artes que fazem parte de sua vida.
Entre 2022 e 2025, após a pandemia, trabalhou em um emprego CLT. A rotina a consumia e reduziu drasticamente o tempo dedicado à arte, chegando até a cogitar desistir. No entanto, reconheceu que essa experiência trouxe aprendizados importantes, sobretudo sobre lidar com o público, embora tenha percebido que nunca foi seu verdadeiro caminho.
Em 2025, voltou a se dedicar ao estudo da tatuagem, um campo no qual sempre sentiu que deveria estar. Finalizou um curso e realizou sua primeira tatuagem em pele humana, colhendo bons resultados graças à dedicação nos estudos. Ainda busca aperfeiçoamento, mas entende que o aprendizado é um processo contínuo.
Atualmente, sua vida é dividida entre criar pinturas autorais, atender encomendas, investir nos projetos culturais para 2026 e, sobretudo, estudar tatuagem. Com firmeza, segue construindo sua trajetória dentro da arte e do underground.
ANUSKA: “Ninguém nasce preparado para nada, mas faça o que você gosta. Independente de qualquer coisa, não desista. A arte foi o que me trouxe até aqui, sem ela não sei o que seria de mim.”
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