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ARKANUS AD NOCTUM – Expurgando o câncer da humanidade, o cristianismo!

o desejo ardente de manter essa chama sempre acesa, nos mantem aqui até hoje!

Anton Naberius setembro 12, 2025 10 min read

Eis aqui uma das bandas da cena nordestina que, como algumas outras, fazem parte de um panteão de hordas representativas e singulares dessa jornada! Com pouco mais de vinte e três anos, a banda finalmente visualiza o lançamento do seu segundo álbum após enfrentar um hiato significativo em sua carreira. Depois de anunciado sua segunda obra, o Portal Lucifer Rex procurou pela banda para que pudéssemos aprofundar mais no conhecimento desse novo trabalho, assim como resgatar memórias sobre sua carreira, se inteirar um pouco mais sobre sua filosofia existencial, suas dificuldades, seus triunfos e sobre tudo, a carreira consolidada através destes anos.

  1. Salve, é uma honra tê-los nas páginas sangrentas do Portal Lucifer Rex, para começar, nos conte como tudo começou para Arkanus ad Noctum no início do século?

Count Saddisticus Haretticus: Salut, nobre Naberius! Primeiramente devo dizer que a honra é toda nossa pelo espaço concedido na revista Lúcifer Rex, essa que se consolidou como um dos grandes nomes de resistência do underground brasileiro. A negra entidade Arkanus Ad Noctum, foi idealizada e fundada por mim: eu era editor do zine Eternal Devastation no começo dos anos 2000, mantinha contato com pessoas de todo o Brasil, organizava eventos e, numa inquietação e desejo, pude juntar uns aliados e dar inicio a mais um trabalho em prol do engrandecimento do negro underground. Foi quando em 2002 e.v se iniciou a negra jornada da banda, com muitas dificuldades, inclusive um destes obstáculos era o fato de que eu estava me locomovendo de cadeiras de rodas, devido a um grave acidente que sofri na época. Havia um estúdio de ensaio a duas quadras da minha casa, onde tudo foi iniciado, e cá estamos firmes e mais fortes que nunca.

  1. Vocês chegaram a lançar três demos em lapsos de tempo um tanto longo entre cada uma delas, nos conte sobre esse processo de gravação, lançamentos, apoio, divulgação, repercussão e como vocês acreditam, em seus pontos de vista, a evolução sonora e lírica da banda durante esse período?

Count Saddisticus Haeretticus: Esses hiatos se deram por conta de muitas dificuldades, começando por manter uma formação sólida, depois a financeira…

Nossa primeira demo “For The Pagan Glory”–  foi lançada em 2003, em formato k7, como era comum na época; o áudio foi extraído de um ensaio, onde pudemos mostrar nossa negra arte, dali tivemos uma ampla divulgação e uma excelente repercussão, o que nos rendeu diversos shows em nossa cidade e estados vizinhos, como Ceará e Maranhão. Em 2006, ainda com essa mesma formação, lançamos o cd-demo “Prelúdio da Profanação”… “Glória e eterna Supremacia”, já com uma qualidade superior, mesmo se tratando de ensaio, mas com novos elementos musicais, como vocais limpos e também com todas as letras totalmente cantadas em português. Depois disso, devido a alguns contratempos, a banda passou por uma reformulação total na formação, onde só restou eu da original, e em 2010 gravamos o cd-demo “Triunfo Dos Hereges”, já com um trampo mais profissional, com possibilidade de edição e por aí vai…

Com o passar do tempo, tive que reformular novamente a banda, onde foi trabalhado e gravado o nosso primeiro disco: “Calvariae Mortis “, já com um trampo 666% profissional em estúdio, a aceitação e divulgação foi tremenda, totalmente satisfatório, fizemos o show de lançamento em Fortaleza, e mais alguns shows por Teresina e São Luis-MA. Depois dessa empreitada, tive que dar uma dedicada na vida pessoal, o que manteve a banda em silêncio por algum tempo, mas nunca com a opção de desistir. Eu posso dizer que cada fase foi sim satisfatória, mas a cada passo dado, vinha a evolução sonora, sempre tivemos um amplo apoio e respeito, mas, hoje sinto que chegamos num nível de evolução jamais imaginável. Nossa temática lírica mantemos fiéis até hoje, no conceito anticristianismo.

  1. O primeiro álbum da banda só aconteceu doze anos após a fundação da banda, sabendo que é muito e foi muito difícil durante esse período, gravar um álbum, a que vocês atribuem esse lapso de tempo tão longo para registrar um material de suma importância na carreira de uma banda?

Count Saddisticus Haeretticus: Como disse na pergunta acima, nossa cena sempre foi muito pequena, apesar de bastante expressiva e representativa. As dificuldades de manter uma formação sólida foi o fator preponderante para intervalos tão longos, mas diante de todos os obstáculos, foi possível concluir e lançar nosso primeiro álbum, atingimos nosso objetivo: lançar mais uma praga nesse mundo, entoando heresias e profanações.

  1. Como você percebe o triunfo de ter lançado esse primeiro álbum, quais foram os frutos colhidos dessa conquista na história da Arkanus ad Noctum?

Count Saddisticus Haeretticus: Já tínhamos conquistado um respeito expressivo diante o cenário underground nacional, muitos cobravam e aguardavam este álbum, que saiu em 1000 cópias, e até hoje muita gente ainda procura pelo mesmo, o respeito, o reconhecimento e as criticas sempre positivas, foram nossos maiores frutos colhidos com este álbum.

  1. Acredito que, como a maioria das bandas undergrounds, manter uma formação estável é um verdadeiro desafio. Como vocês enfrentaram esses problemas com formação, retomadas de carreira e reviravoltas durante esses vinte e três anos de existência?

Count Saddisticus Haeretticus: Você é um nato conhecedor dessas dificuldades, acompanho a trajetória da Eternal Sacrifice desde os anos 90, não é nada fácil, mas o desejo ardente de manter essa chama sempre acesa, nos mantem aqui hoje, de cabeças erguidas, lutando para manter essa jornada sempre trilhando e luntando pela nossa ideologia. Muitos caíram, e cá estamos, diante de todos os obstáculos…

Na realidade, eu lutei muito por isso, sou o único membro da formação original, como fundador e idealizador, mas hoje estamos com uma formação da qual acreditamos muito no que estamos fazendo, com dedicação e punho firme…São vinte e três árduos anos, muitos tombos, muitos obstáculos, dificuldades financeiras, mas como disse antes, conseguimos um respeito e apoio extremamente expressivo. Mas, hoje seguimos mais firmes e fortes do que nunca, a horda conta com as negras entidades:

– Count Saddisticus Haeretticus – Negras Vociferações

– Maldito – Impetuoso baixo e vocais guturais

– Maleficarum 666 – Tambores de Guerra

– Marden’s Terror – Odiosa Guitarra

 

  1. Passando um pouco para o campo ideológico, nos diga qual a postura da banda em relação aos temas que abordam, os conceitos tão complexos sobre a atualização de posturas “radicais” que sofreram tantas mudanças ao longo do tempo. E como é lidar com uma cena de tantas distorções sobre o que é o Metal Negro, que tem sido muito visto como um simples estilo musical?

Count Saddisticus Haeretticus: nosso tema desde os primórdios é contra aquilo que, nada mais é do que o maior câncer da humanidade, o cristianismo. Assim como as religiões que impõem suas escrituras como leis a serem seguidas pelo homem, e hoje mais do que nunca isso tem que ser combatido, já que estamos afundados em uma situação global onde isso é tentado ser imposto através de políticas, politicas estas que nos afetam, querendo ou não, já que adentrou de uma vez nas questões políticas e sociais, que sao regidas por leis às quais podemos ser punidos até com encarceramento. Somos veementemente contra o conservadorismo patriarcal, contra cultos a supremacia racial ou regional, e sempre existiu, estamos vendo hoje com frequência, são bandas de black metal defendendo esse posicionamento, que vai contra o principal pilar do que pregamos, o homem livre, sem deuses, sem mestres e sem religiões. Assim como a Eternal Sacrifice, Arkanus Ad Noctum, posso citar ainda Brutal Morticínio, Catacumba, Miasthenia, In Nomines Satanis dentre outras bandas, que se mantem firme contra ao longo de anos contra tudo isso. Não se trata apenas de um estilo musical, mas sim de uma luta de vida. O radicalismo sempre será necessário, já as distorções por parte de alguns, é manter distância.

Maldito: A banda procura sempre manter a coerência no que é escrito e entoado desde os seus primórdios, 2002 e.v, vociferando e abordando os mesmos temas como: anticristianismo, antireligiões, dogmas e doutrinas que usurpam a liberdade do homem e que naturalmente sofreram algumas mudanças e adaptações. Mas se manter nessa linha tênue entre a sanidade e blasfêmias, é um grande desafio para todos nós. E o metal negro tem sua essência, é um estilo de vida, com todas as suas simbologias e significados e para isso é um dos principais pilares é manter acesa a chama da revolta, da rebeldia, da insubordinação e subversividade, e não apenas um estilo de música.

 

  1. Aproveitando a pergunta anterior, qual a abordagem lírica da banda, sobre o que versam suas mais pérfidas escrituras?

Count Saddisticus Haeretticus: Eu sempre escrevi todas as letras da banda, no começo em algumas letras, eu juntava um pouco de poesias sombrias, obscuras, uma leve dosagem de ocultismo, demônios e suas histórias, mas sempre mais calcado no anticristianismo, o pilar central das nossas composições, pois para nós esse é um dos maiores cânceres da humanidade, onde miramos com total desprezo e repulsa a seus ícones, pai e filho, e toda a simbologia entorno ao execrável evangelho. Atualmente, Maldito, também compõe.

  1. Recentemente vocês divulgaram a capa do seu segundo álbum, vamos explorar esse novo material, nos diga quais os conceitos por trás dele, as composições nesse processo de renovação e as alianças feitas para concretizar essa potestade?

Maldito: Quando pensamos em lançar o segundo álbum, já tínhamos todas as músicas e letras prontas, nos reunimos então para decidir o titulo do segundo álbum, foi quando Count sugeriu o nome “Odium Patris”, que logo de cara foi aceito por unanimidade. A partir daí veio todo o conceito de como seria a capa, pensamos numa descrição de elementos e paisagens que retratassem toda a história que as letras transmitem.

Count Saddisticus Haretticus: A minha ideia para o título se deu por ser a continuação do que foi escrito no primeiro disco, que retrata toda a ilusão e a mentira do evangelho. Em “Odium Patris” as letras são voltadas para o momento final do pálido e incompetente pendurado na cruz, crucificado e morto pelos seus, com algumas pitadas voltadas para a contemporaneidade dos temas envolvendo o patriarcado cristão, e toda a sua asfixia, onde é possível ver no single “Crucisfixian”, que antecede o álbum. Para este lançamento podemos contar com o suporte de velhas amizades forjadas no fogo underground por décadas e novas alianças. No suporte da gravação tivemos Diabona Cervejeira da nossa querida amiga Thais, Stylus Rock do nosso brother Romulo e Burn Of Hate do irmão Murilo. Para lançamentos, fechamos com os selos De profundis Records, Feed Bizarre Distro, Blasmorfose Prods e Impaled Records.

  1. Diante de tantas mudanças bruscas nos últimos vinte anos, com uma contribuição significativa das novas tecnologias, como a Arkanus ad Noctum tem se encaixado nesse processo, visto que muitas mídias do passado ainda resistem, mas, aparentemente, sucumbiram a essas novas mídias representadas por rede social e streamings de música?

Count Saddisticus Haeretticus: Eu sou um profundo e eterno amante da mídia física, assim como você… Coleciono, compro sempre que possível, pois a realidade hoje é outra, mas não abro mão das minhas tapes, cds, vinis. Porém, sou também um consumidor das mídias digitais, acho um ponto positivo, como a praticidade, lembro de quando eu precisava sair de casa com uma sacola de cds e fitas para ir confraternizar na casa de algum amigo.

Maldito: Eu vejo o avanço das tecnologias e o poder como ferramentas que ajudam a divulgar todo o trabalho de uma banda independente como nós, dando mais acessibilidade e chegando a lugares antes inimagináveis, mesmo assim, é importante manter todas as mídias físicas possíveis, pois quem é um apreciador de uma obra de arte, quer tê-la em seu acervo.

  1. A capa do seu novo álbum “Odium Patris” foi feita por um dos maiores artistas da atualidade no que se refere ao underground, Snitram Azoth. Como foi essa parceria, nos conte como se deu o processo criativo e ao resultado de toda a arte?

Count Saddisticus Haretticus: Eu já conhecia o trabalho de Snitram desde seus trampos feitos para bandas renomadas, do metal negro nacional e sempre me chamou a atenção. Depois de algumas analises, fechamos com ele, o que para nós foi uma grande honra!

Maldito: Diante do título escolhido “Odium Patris” e de todas as letras começamos a formular o que seria a construção da capa, fizemos a descrição de como queríamos as imagens, o ambiente, a iluminação e no estilo renascentista. Depois de contactarmos alguns artistas, Snitram Azoth, foi o que captou exatamente a ideia, topou o desafio e o resultado superou todas as nossas expectativas, sem duvidas será uma capa histórica.

  1. Quais os planos da banda com o lançamento deste novo álbum, como tem sido a repercussão do anúncio desse material novo?
Capa do novo álbum “Odium Patris”

Maldito: Nossos planos consistem agora em divulgar este material e conseguir realizar uma turnê nunca antes feita por uma banda de metal negro de Teresina. Sabemos das imensas dificuldades que envolvem a logística, custos e tempo para isto, sendo assim estamos sendo bem cautelosos e realistas para que seja viável para todas as partes envolvidas nesse projeto. A receptividade desde o primeiro single “Via Dolorosa” e o ultimo “Crucisfixian” até o lançamento da capa tem sido positiva e gerado grandes expectativas. Faremos o show de lançamento ainda nesse segundo semestre de 2025 e.v e lançamento do vídeo clip da faixa título.

  1. Agradecemos imensamente por suas participações em nosso Portal, esse espaço está aberto para a mensagem que quiser proliferar.

Count Saddisticus Haeretticus: Venho a agradecer em nome da Arkanus Ad Noctum por esse honrado espaço , para nós é uma grande satisfação e de extrema importância no que diz respeito a Lucifer Rex e a você Anton Naberius, mostrando que o underground é feito de muito trabalho sério, por pessoas sérias e dedicadas, e a importância de manter estes canais que nos conectam.

Anton Naberius

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