Bruna Soares, 31 anos, é natural de Teresina, no Piauí, criada no Maranhão e hoje reside em Belo Horizonte, Minas Gerais. A carreira musical dela começou cedo, na igreja católica, onde cantou dos 13 aos 26 anos, período em que teve as primeiras oportunidades de estudar e se apresentar.
Desde a adolescência, Bruna integrou o coral da escola aos 15 anos, permanecendo até os 18 como soprano. Aos 18 começou a fazer shows em bandas variadas, transitando do forró ao metal, passando por reggae, samba e rock. O metal ganhou espaço ao longo do tempo, influenciado pelas referências familiares em casa e, principalmente, pela prima cantora, que lhe apresentou bandas clássicas de heavy metal e algumas mais modernas, como Evanescence. Ao longo dos anos, ela foi agregando influências de Sharon den Adel (Within Temptation), Elin Lars (Blues Pills), Johanna Platow (Lucifer) e até de raízes que vêm desde a infância, como Joelma, do Calypso.
Os primeiros contato com bandas de metal ao vivo aconteceram entre bandas piauienses e maranhenses como Scrok, Megahertz e Scud. Foi nesse ambiente underground que Bruna percebeu que queria fazer parte daquele universo. Sua primeira banda foi a MyFuá Band, autoral e versátil, que também fazia muitas versões de músicas do repertório nacional. Em Teresina, Bruna se manteve ativa em estilos além do metal, explorando trabalhos com banda cover e projetos voltados à música eletrônica.
Com a pandemia e a mudança para Belo Horizonte, Bruna não teve contato imediato com a cena metal underground local. Já em 2021, gravou participações com bandas de rock de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia. Nessa mesma época, uma banda de death metal melódico de Teresina a convidou para fazer as vozes femininas de seu disco, dando início à Alyiria Project, onde ela permanece (o projeto é 100% online, com composição e gravação à distância).
Ao conhecer a cena mineira e apresentar seu trabalho como cantora, Bruna foi indicada aos integrantes da Old Audrey’s Funeral, que a convidaram para assumir os vocais da banda, substituindo a linha de vocal masculino. Esse desafio foi decisivo para o seu crescimento artístico. Hoje, a banda já tem composições próprias nessa formação e trabalha em um EP de estreia. Antes do lançamento, pretendem apresentar um live session com versões de músicas do primeiro disco e uma nova faixa, já conhecida por quem acompanhou seus shows, chamada Hanged Field.
Para Bruna, ter explorado tantos estilos desde a infância ajudou a entender como usar cada influência no metal, permitindo entregar um som que conecte as pessoas de maneira além do que é convencional no gênero.
BRUNA: ”Para mim, música boa independe do gênero e a riqueza do metal underground está em abraçar essa diversidade musical.”
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