DOOMED SERENADES chega ao terceiro volume e reafirma a força do doom metal brasileiro.
A cena brasileira de doom metal ganha mais um capítulo importante de sua história com o lançamento da coletânea “Doomed Serenades Vol. 3 – A Brazilian Doom Metal Compilation”, disponibilizada no dia 20 de setembro de 2025. O projeto dá continuidade a uma trajetória iniciada em 2012 pela União Doom Metal Brasil, movimento criado para fortalecer o gênero no país e aproximar músicos, selos e público. Idealizado por Ellen Maris (na época vocalista da banda Apocalyptichaos), o movimento ergueu uma bandeira: dar voz aos ecos soturnos do doom metal nacional, unindo bandas que operam na penumbra, na margem do mainstream, mas carregam uma força de devastação estética que merece ser ouvida. Foi nesse caldo de melancolia, empatia mútua e resistência que nasceu DOOMED SERENADES. Com o objetivo de fortalecer o cenário nacional, dar visibilidade, apoiar mutuamente as bandas, promover o estilo, organizar shows e festivais, e ajudar grupos menos conhecidos, a coletânea foi lançada em junho de 2012, pouco depois da criação da União Doom BR. Participaram 10 bandas brasileiras de diferentes estados, explorando vertentes diversas do doom, com produção cuidadosa e a arte da capa assinada por Rodrigo Bueno (portal Funeral Wedding).
Volume 2
Três anos depois, em 2015, o Volume 2 foi lançado, ampliando o número de participantes para 11 bandas. Com maior alcance e melhor estrutura de produção, consolidou a coletânea como referência dentro do estilo, confirmando que o doom metal nacional possuía público fiel e crescente.
Volume 3 — a continuidade sombria
Agora, uma década após a estreia, a coletânea chega ao Volume 3, reafirmando sua relevância e mantendo viva a chama acesa pelos dois primeiros volumes. A nova edição reúne nomes como Coldwinter, Dying Poems, Evictus, Fohatt, Homicídio, Ritos Obscuros, Scarlet Peace, Segregatorum, Sound of Souls e Tristis Symphoniam, em um material físico de tiragem limitada de 500 cópias, voltado a colecionadores e admiradores do gênero.
A arte da capa do Volume 3 é assinada por Kleber Fainer, enquanto a iniciativa e produção executiva ficam a cargo de Robson de Medeiros, figura que tem se destacado no movimento e no fomento da cena doom no país.
Mais do que uma compilação, DOOMED SERENADES se consolida como registro histórico e testemunho de resistência. Em tempos em que o mercado musical privilegia outros estilos, o projeto reafirma a vitalidade do doom metal no Brasil, dá visibilidade a bandas emergentes e mantém viva a chama de um gênero que prospera na escuridão. O lançamento do Volume 3 não é apenas mais um álbum de compilações: é prova de que a união faz algo mais que som pesado — gera história, gera legado. Ele mostra que, mesmo diante de dificuldades, mudanças de cena e desânimo, o subterrâneo do doom brasileiro continua pulsando, e que a sede de expressão artística nesse território sombrio não se extingue.
Contato: Robson Medeiros



