UMA JORNADA OCULTA ENTRE A FORÇA PRIMITIVA, A EXPANSÃO ATMOSFÉRICA E OS ECOS ESPIRITUAIS DA NATUREZA INDÔMITA

A horda canadense EGREGORE ressurge como um presságio vindo das regiões onde o vento uiva como um coro maldito e a terra não reconhece senhor algum. Em It Echoes In The Wild, seu segundo álbum, o grupo abandona qualquer noção de trilha segura para mapear um território sonoro mais vasto, indomado e espiritualmente hostil. A informação foi divulgada originalmente pelo residentrockstar.com, e encontra eco perfeito na tradição de bandas que tratam o metal extremo como rito, viagem e condenação.
Assim como antigos corsários lançavam-se a mares enegrecidos em busca de fortuna ou danação, o EGREGORE avança musicalmente rumo a paisagens diabólicas e não governadas. Se em seus primeiros passos o grupo — formado por membros de Mitochondrion, Reversed, Ruinous Power e ex-integrantes do Auroch — cultivava uma forma de black/death metal ocultista de feição mais primitiva, agora a proposta se expande. It Echoes In The Wild equilibra força bruta e amplitude atmosférica para explorar não apenas regiões selvagens do mundo físico, mas também os confins psicológicos, esotéricos e espirituais que orbitam a completa insanidade.
Invocações sombrias e línguas secretas ecoam de florestas, pântanos, cavernas e penhascos, convocando forças que tentam o ouvinte a aceitar a maldição. Tudo é conduzido por uma ameaça primal, sardônica e incognoscível, que se impõe mais como presença do que como simples agressão sonora. A experiência de se entregar ao álbum é descrita pela própria banda como um pacto: perigoso, sim, mas transformador. Sucumbir a It Echoes In The Wild é adentrar um domínio sem lei da alma, em serviço de um chamado maior, refletindo as forças indomáveis da natureza e os ecos ocultos que habitam o interior do ser.
A produção do álbum ficou a cargo de Mariessa McLeod, com gravação e engenharia, enquanto Arthur Rizk (Blood Incantation, Dream Unending, Tomb Mold) assinou a mixagem e masterização. O trabalho visual acompanha a densidade do conteúdo sonoro: a capa foi criada por Luciana Lupe, com ilustrações e layout de Dipayan Das, além do logotipo desenvolvido por Karmazid. O resultado é uma obra que dialoga diretamente com fãs de Nocturnus, Morbid Angel, King Diamond, Samael, Angelcorpse, Mortuary Drape, Necrophobic, Absu e The Chasm.
O álbum também ganha representação audiovisual com o vídeo de “Stair Into The Vortex”, dirigido e editado por Christopher Lazar. Sobre a faixa, a entidade Catastrophe Saturna, porta-voz do EGREGORE, declara:
“Permitam que sejamos seus magníficos psicopompos enquanto os guiamos escada abaixo — cuidem dos passos — e rumo ao vórtice. Assim, vocês estarão preparados para o confronto inicial com a grande jornada rumo ao desconhecido, ao inexplorado. Relaxem; ainda temos truques únicos guardados, mas este não é um deles. Não! Este é o EGREGORE em sua forma mais pura: ruidoso, libidinoso, maduro, nauseante e sedento por ascensão. Não temam: a estranheza insana e as reviravoltas inesperadas serão abundantes enquanto vocês tentam ouvir os Ecos na Natureza Selvagem.”
Com It Echoes In The Wild, o EGREGORE não apenas amplia sua linguagem, mas reafirma o metal extremo como instrumento de transgressão metafísica — uma escada que não leva à salvação, mas ao vórtice.
Lista de Faixas:
- Cast Adrift
- Voice on the West Wind
- Stair into the Vortex
- Craven Acts of Desperate Men
- From the Yawning Crevasse Shrieks a Transmorphic Gale
- Corsairs of the Daath Gulf
- Nightmare Cartographer
- Six Doors Guard the Original Knowledges
- Servants of the Second Death
- It Echoes in the Wild
Fonte: residentrockstar.com



