Natural de Petrolina – PE e atualmente morando em Paulista – PE, Rhay teve seu primeiro contato com o metal por volta dos 15 anos, lá em 2010, quando conheceu Ozzy Osbourne e o Black Sabbath. Foi nesse mesmo ano que mergulhou de cabeça no universo do metal, descobrindo também a força do metal brasileiro. Através de revistas, conversas com amigos e aquele famoso “boca a boca”, foi sendo apresentada a sons que faziam suas veias pulsarem.
Tudo era muito novo, mas o impacto foi imediato. Ao conhecer o metal nacional, especialmente bandas dos anos 80, veio a influência e, com ela, a vontade de criar. Nasceu ali o desejo de pintar, seguindo o espírito do famoso “faça você mesmo”. Um dos maiores motivos? A dificuldade de encontrar camisas das bandas que curtia em Petrolina – principalmente por ser adolescente e, claro, sem grana. Rsrs.
Seu primeiro contato com a pintura veio só em 2016, durante um rolê em Juazeiro – BA. Em meio a uma roda de amigos, cerveja e conversas, surgiu a ideia de pintar uma camiseta à mão. Rhay topou na hora. Pegou uma camiseta branca emprestada, virou do avesso, e com um único pincel e tinta preta no improviso, criou sua primeira estampa: Harppia – “A ferro e fogo”.
A partir dali, não parou mais. Vieram outras pinturas: Taurus, Dorsal Atlântica, Anthares, Sagrado Inferno, Sarcasmo e muitas outras. Também chegou a fazer alguns patches. Algumas camisas foram vendidas, outras presenteadas, mas nunca pelo dinheiro. A satisfação sempre veio em ver alguém usando uma peça feita por suas próprias mãos – pelo underground, pela arte.
Infelizmente, por conta de preconceito e radicalismo por ser mulher dentro da cena, Rhay acabou se afastando da pintura por alguns anos. Mas em 2025, voltou com tudo – incentivada por pessoas próximas e motivada pelo amor à arte e à cena underground.
Hoje, ela faz camisas por encomenda, focando principalmente em bandas old school que são difíceis de encontrar. Mantém os valores acessíveis porque o objetivo nunca foi financeiro ou por reconhecimento, mas sim por paixão e resistência.
Mesmo não sendo de Recife, foi bem recebida pela galera local, e hoje mantém uma página no Instagram onde registra todas as camisas que pinta. O projeto vem crescendo e fluindo naturalmente – como tudo que é verdadeiro.
RHAY: “Não desista, do quer você mais gosta de fazer, mesmo que seja algo pequeno. O underground tbm é lugar de mulher, somos resistência”
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