Ele vive nas cavernas sem luz sob a terra, um imperador subterrâneo em seu palácio da morte, seus aposentos moldados a partir dos corpos manipulados daqueles retirados das terras ensolaradas acima. Não há limites para seu apetite por matança, nem fronteiras para aqueles sobre quem ele desencadeará sua colossal capacidade de violência. Se respirar, ele o matará; se sangrar, ele o abusará e consumirá; se gritar, ele o esculpirá, atormentará, espancará e redesenhará seu propósito. Alguns podem chamá-lo de Brute, mas antes do fim o reconhecerão como seu deus.
NECROTICGOREBEAST voltou com um lembrete oportuno na forma de Brute – um EP de peso e horror chocantes, mesmo para seus padrões avassaladores. Abrindo com a eletrônica pulsante da faixa-título, uma introdução que evoca memórias de filmes de terror clássicos dos anos 80, Brute então se ergue para uma vida hipnoticamente malévola com o peso imensurável e esmagador de “Assault Of Severed Genitalia” – uma música que soa como uma fera ferida se arrastando sobre cacos de vidro. Os riffs agonizantes, de quebrar o crânio, aumentam a pressão até parecer que seu corpo vai explodir… a brutalidade não é determinada pela velocidade, como esta carga de dez toneladas de sangue demonstra amplamente. Ao longo de “Brute“, o vocalista John Mayer entrega alguns dos melhores vocais de death metal brutal que você já ouviu. Sua performance em faixas como “Sensual Regurgitation” e “Maggot Filled Colonoscopy” é de tirar o fôlego em sua bestialidade e barbárie. O EP termina com “Knuckle Deep Convulsions“, com a participação vocal de Chaney Crabb (Entheos), e esta é uma faixa sórdida – transbordando más intenções – um pântano fervente de maldade e rancor; uma crueldade crescente justaposta a uma agressão desenfreada. Mais uma vez, o NECROTICGOREBEAST provou que é intocável no campo da brutalidade extrema.
Brute foi gravado no Equilibrium Studio com Christopher Rannou-Poulin, guitarrista do Beyond Fiction, e a mágica da mixagem e masterização ficou por conta de Miguel Tereso, da Demigod Recordings, que, além de iluminar as atrocidades sonoras dos três álbuns completos do NECROTICGOREBEAST também trabalhou com nomes como Analepsy, Gaerea e muitos outros. Esta equipe capturou o som mais pesado até agora dos monstros canadenses – cada riff belo e feio, com o máximo de poder implacável. Completo com a arte deslumbrante de Andreas Christanetoff, da Armaada Art (Aborted, Kraanium etc.), a Comatose Music lançará esta grotesca máquina de matar sonora em 12 de setembro. Seus dias na luz estão contados…



