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SHEDIM – Criando, Destruindo, Reconstruindo… 30 anos trilhando o caminho da mão esquerda.

" Vivemos tempos de excesso de ruído, opiniões vazias e consumo rápido, onde tudo nasce e morre em segundos. O SHEDIM caminha no sentido oposto. Somos feitos de tempo, insistência, erros, quedas e retorno."

Giovan Dias janeiro 16, 2026 10 min read

Con 30 anos enveredando pela via sinistra, SHEDIM  segue em frente sendo um dos grandes representantes da região nordeste. Conversamos com  Hellfire, baterista e membro fundador, sobre o novo álbum e trajetória da banda.

 

Finalmente temos o debut álbum lançado. “Daemones Venenum Evomentes” vem do inferno 30 anos após o surgimento da SHEDIM. Qual a principal causa do debut só ocorrer agora?

Hellfire: Salve, Giovã! Salve, Lucifer Rex! Salve, leitor! Foram vários fatores, e não dá para apontar uma única causa. No começo, nosso foco era simplesmente tocar bem, criar hinos sólidos e bem estruturados. Só isso já levou tempo, até porque, para alguns de nós, o SHEDIM foi a primeira banda. Depois veio a questão financeira. Faltava grana para bancar estúdio, gravação, parte gráfica, tudo isso. Tivemos de esperar juntar algum dinheiro para lançar nossa primeira demo. Hoje percebo que essa limitação acabou sendo positiva, pois nos obrigou a lapidar melhor as músicas antes de registrá-las. Também enfrentamos mudanças constantes de formação, e cada lançamento acabou tendo um lineup diferente. Isso, sem dúvida, desacelerou o processo. Outro ponto importante é que nunca trabalhamos com prazos fixos. Não havia essa pressão de “tem que estar pronto até tal data”. Quando tentamos agir assim, deu errado. Preferimos deixar as coisas fluírem naturalmente, e foi dessa forma que todos os nossos lançamentos surgiram.

Apreciei bastante o álbum. Faixas como ‘Isthar’ e ‘Finis Terrae’ ficaram insanas. ‘Exitus Cerimoniae: Silence in the Room’, tem uma sonoridade calcada nos anos 90, achei foda! Fale um pouco sobre essas composições que fazem parte do álbum.

Hellfire: Fico satisfeito em saber que o disco te impactou. Essas faixas surgiram sem grandes planos, de forma bastante natural. Alguns riffs eu criei no violão, durante a noite, deixando o som e o momento conduzirem o que precisava nascer. Outras partes foram moldadas no estúdio, quando estávamos juntos, experimentando até que tudo fizesse sentido. “Ishtar” é uma homenagem à deusa babilônica do amor, da guerra e da fertilidade. A letra reflete essa dualidade, o poder de criar e destruir, e faz referência à descida de Ishtar ao submundo, símbolo do ciclo entre morte e renascimento. “Finis Terrae” fala sobre o fim e o recomeço. A ideia parte do mito do “fim do mundo” e da travessia espiritual. Finisterre representa esse limite entre o mundo físico e o espiritual, o ponto onde tudo termina e algo novo começa, ainda que envolto em sombras. “Silence in the Room” mergulha na perda e na ausência de sentido. Trata do vazio que a morte deixa e da sensação de não haver retorno. É a música mais pessoal e dolorosa do álbum, fruto de uma experiência real. “Exitus Cerimoniae” encerra o ciclo. Depois da jornada, o que resta é o silêncio, não como paz, mas como constatação. O fim é inevitável, e o vazio, absoluto.

O título ‘A Cursed Place Called Hellcliff’ me chamou atenção. Comente.

Hellfire: Próximo a Natal existe um lugar chamado Barreira do Inferno. São falésias à beira-mar que refletem a luz do sol e, vistas do oceano, parecem estar em chamas. É um cenário intenso, quase sobrenatural. Nesse mesmo local foi construída a primeira base aérea da América do Sul voltada a lançamentos de foguetes. Durante muitos anos, era possível acompanhar esses lançamentos de vários pontos da cidade, um espetáculo que misturava fascínio e estranheza. A região também carrega diversas lendas. Fala-se em antigos rituais indígenas, sacrifícios, assombrações e maldições que teriam marcado aquele solo. Pessoas com quem conversei, moradores das redondezas, acreditam que o lugar seja realmente amaldiçoado. Talvez essas histórias tenham sido alimentadas pelos próprios militares, como forma de afastar curiosos, já que a área se tornou restrita nos anos 1960. Entre o que é mito e o que é real, o que sobra é licença poética. É daí que nasce o título, como um tributo às fronteiras entre o real e o imaginário.

Como foi a escolha da arte de capa? Por acaso foi feito por I.A.?

Hellfire:  Essa capa deu trabalho. Desde o início, queríamos algo que representasse o disco por inteiro, uma imagem capaz de contar uma história e traduzir o conteúdo sonoro e simbólico do álbum. Isso é difícil de alcançar. Trocamos muitas ideias com Alcides Burn, autor da arte. Enviávamos conceitos, ele retornava com versões, e o processo seguia nesse vai e vem. No começo, a arte estava carregada de elementos que não se conectavam totalmente. Aos poucos, fomos retirando excessos até chegar à versão final, mais direta, mais simbólica e mais fiel ao espírito do disco. Não houve nada de inteligência artificial no processo. Alcides trabalha há anos com suas próprias ferramentas digitais, com domínio e sensibilidade. É um artista experiente, com trabalhos reconhecidos mundialmente, e conseguiu captar exatamente a atmosfera que o álbum exige.

Quais as principais mudanças da SHEDIM em termos musicais e ideológicos da demo “Under the Black Vision” para o debut “Daemones Venenum Evomentes”?

Hellfire: Essa é uma questão que só posso responder por mim mesmo porque não tenho como estar dentro da cabeça dos outros integrantes. Cada ser é um universo, entende? E por mais que convivamos, cada um carrega sua própria visão e processo interno. Evito usar a palavra evolução, porque ela dá a impressão de que antes éramos primitivos, e não é bem assim. Ao longo dos anos, ouvi dizer que nosso som tinha uma pegada mais elaborada. Talvez eu tenha acreditado nisso e seguido por esse caminho, tentando me tornar um músico melhor. Não no sentido de ser o mais rápido ou técnico, mas de me satisfazer com o que faço. Chega um ponto em que repetir fórmulas cansa. As mesmas viradas, os mesmos riffs, o mesmo jeito de tocar. Passei então a compor de forma mais estruturada, com mais clareza. A música pode não agradar a todos, mas, se houver coerência e intenção, ela cumpre seu papel. Música é arte, e arte desperta sensações diferentes em cada pessoa, em momentos diferentes. Com o tempo, também me aprofundei nos temas que abordo. Antes, escrevia de forma superficial, quase intuitiva. Hoje enxergo isso com mais nitidez, e sei que no futuro olharei para o presente da mesma forma que hoje olho para o passado. “Under the Black Vision” foi o início, cru, imaturo, impulsivo, juvenil. Bons tempos. Hoje há mais reflexão e mais consciência de que sempre é possível fazer melhor.

Mate a curiosidade de um amigo. Qual o significado de SHEDIM? Seria o contrário de Elohim?

Hellfire: Quando escolhemos o nome, tínhamos em mente que SHEDIM significava uma raça de demônios destruidores. Não se tratava de uma única entidade, mas de um grupo, uma legião. Com o tempo, compreendemos que o termo é mais abrangente e pode, em determinados contextos, assumir um sentido oposto a Elohim. Tudo depende da intenção e do contexto, já que o hebraico é uma língua muito antiga, com regras rígidas que preservam a tradição e permitem leituras simbólicas. Shedim aparece associado a espíritos ou entidades demoníacas, seres intermediários, não totalmente divinos nem completamente humanos. Habitam esse espaço liminar onde o sagrado e o profano se encontram. A relação com Elohim surge pelo contraste. Enquanto Elohim representa o princípio criador, os Shedim simbolizam a força destrutiva e caótica da existência. Mais do que oposição, existe complementaridade. Luz e sombra, criação e ruína. Um não existe sem o outro.

30 anos não são 30 dias. Quais foram os piores percalços que a banda já passou? Creio que mudança de formação e imposição de gravadoras estejam no histórico.

Hellfire:  Você disse tudo. Ou o tempo conserta as coisas, ou destrói completamente, e no nosso caso fez as duas coisas. Trouxe maturidade, mas também desgaste. Depois de tantos anos juntos, chegamos a um ponto em que parecia que um queria matar o outro. As mudanças de formação foram, sem dúvida, os momentos mais desgastantes. Nunca fomos uma banda de longas turnês ou grandes deslocamentos, então o peso maior sempre esteve dentro do grupo. Tocamos em lugares com equipamentos precários, pouco público, produtores que sumiam, mas aprendemos a esperar o pior. Talvez por isso nada mais nos surpreenda. Quanto às gravadoras, sempre lidamos com isso de forma tranquila. Recebemos algumas propostas, mas nenhuma superava o que já tínhamos com a Inferno, que é nossa casa e nosso domínio. Não há proposta melhor do que controlar completamente a própria obra.

Como anda a cena em Natal e região? Bandas, selos, produtores… As dificuldades continuam ainda as mesmas de 30 anos atrás ou agora o inimigo é outro?

Hellfire:  Considero a cena de Natal muito boa, algo que pode até servir de referência. Apesar de sermos uma cidade de porte médio, com menos de um milhão de habitantes, ainda temos um público consistente, inclusive quando comparado a centros maiores. É claro que o público diminuiu com o passar do tempo, mas já se percebe uma renovação, com bandas novas surgindo e uma gurizada frequentando os eventos. Entre as hordas ativas, além do SHEDIM, temos Albor, Expose Your Hate, Inferni, Profane Anger, Open the Coffin, Primordium, Sanctifier, Torment the Skies, Kataphero, Nighthunter, Nômades, Comando Etílico, Orbis Daemonium, e os velhotes do Croskill, Sodoma e Terrorzone quebrando tudo, entre muitas outras. É muita banda boa em atividade. Existem também selos relevantes, como Blasphemy e Dying Music, além de estruturas mais obscuras e independentes, como Death Voice e a própria Gravadora Inferno. Natal recebe eventos de Metal quase toda semana. Após a abertura do espaço Backstage, pouco depois da pandemia, houve uma enxurrada de shows que não parou mais. Vale destacar o apoio do proprietário Fred às bandas locais. Há também eventos tradicionais, como o Culto ao Macabro, já em sua 14ª edição, e o Niver Insano, na 9ª. Hoje temos mais apoio, mais espaços, mais estúdios especializados, com o Black Hole como referência. O inimigo, porém, não mudou. Continua sendo o mesmo de sempre: as pessoas e suas intrigas, fofocas e conflitos desnecessários. O cenário muda, a tecnologia muda, mas esse desgaste permanece.

Falando em inimigo. Quais seriam os inimigos do SHEDIM que vocês crucificariam numa cruz?

Hellfire: Boa pergunta, mas nunca sentimos essa necessidade. O SHEDIM sempre prezou por amizades e parcerias verdadeiras. Quando alguém ou alguma situação deixou de fazer sentido, simplesmente nos afastamos e observamos à distância a ruína seguir seu próprio curso. No calor do momento, a confrontação direta pode até parecer a melhor saída, mas o tempo quase sempre prova o contrário. Mais razão e menos emoção. Essa máxima nos acompanha. Nosso objetivo sempre foi a discrição, criar e lançar nossa arte sem alarde, sem balbúrdia, sem ruído desnecessário. Fazer sempre foi mais importante do que falar. Por isso, nunca cultivamos inimizades profundas ou desavenças graves. Se existe um inimigo real, ele está dentro de nós mesmos, e isso resolvemos internamente.

Você comentou acima sobre uma gurizada comparecendo em shows, uma renovação da cena. Décadas atrás o radicalismo afastou bastante o público mais novo, impactando na cena futura, que envelheceu e estagnou em muitas cidades. Como você analisa aquele radicalismo de décadas atrás e como vê o radicalismo nos dias de hoje?

Hellfire:  Acredito que aquele radicalismo foi, em certa medida, necessário. Em muitos lugares tudo era extremamente misturado, e em Natal não foi diferente. As cartas da época relatavam shows compartilhados por várias tribos. Havia ecléticos, punks, curiosos e os chamados metaleiros de butique. Tudo junto, muito mais por falta de opções do que por afinidade real. Não havia muitos espaços adequados para tocar ou se reunir. Esse radicalismo afastou os curiosos e ajudou a formar uma cena mais específica, com identidade própria. Por outro lado, também criou figuras que se tornaram quase intocáveis, os chamados medalhões, muitos deles os mais radicais. Tudo tem um preço. Se por um lado essas atitudes ajudaram a consolidar a cena, por outro assustaram muita gente. Os cabeludos eram vistos como marginais. Hoje, o diferencial é que parte dessa geração estudou, trabalhou e construiu uma vida. Muitos se tornaram médicos, advogados, professores, empresários, servidores públicos, sem abandonar a música extrema. Essa nova geração quase sempre tem alguma ligação com esse passado. Um pai, um tio, um primo, um professor. Quando se busca, a conexão aparece. O radicalismo ainda existe, e precisa existir. Caso contrário, a mistura indiscriminada volta. A diferença é que hoje ele pode se manifestar de forma mais consciente, sem violência gratuita e sem a necessidade de intimidar. Radicalismo como postura, identidade e limite.

Deixem seu recado para nossos leitores. Blasfeme à vontade.

Hellfire:  Aos que chegaram até aqui, nosso respeito. Vivemos tempos de excesso de ruído, opiniões vazias e consumo rápido, onde tudo nasce e morre em segundos. O SHEDIM caminha no sentido oposto. Somos feitos de tempo, insistência, erros, quedas e retorno. Nada aqui foi construído para agradar, mas para existir com verdade. Aos que ainda valorizam o material físico, o ritual de ouvir um disco do início ao fim, o silêncio antes do impacto e o peso depois dele, seguimos juntos. Aos que nos encontraram agora, escutem sem pressa, sem distrações, sem expectativas alheias. A obra se revela a quem se dispõe a encará-la. Não sigam modas, não peçam permissão, não busquem aceitação. Criem, destruam, reconstruam. A cena só se mantém viva quando há postura, identidade e confronto consigo mesmo. O resto é ornamento. Hail às hordas que resistem! Hail ao underground que não se curva! Hail àqueles que ainda entendem que arte não é conforto, é veneno!

 

Giovan Dias

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