Sillene Ribeiro nasceu em Cuiabá, capital do Mato Grosso, e tem 35 anos. Desde a adolescência, ela sempre teve uma paixão pelo rock e metal, suas vertentes e suas expressões. Quando criança, ela cantava em igrejas, com bandas e tudo mais. Foi nesse período que, por acaso, conheceu o som mais pesado ao encontrar um CD de uma banda de White Metal doado a ela. Na época, o contexto do estilo não fazia muito sentido para ela, mas a musicalidade chamou sua atenção de forma marcante.
Com cerca de 13 anos, com o advento da internet, Sillene começou a pesquisar mais sobre as diferentes vertentes do metal, buscando aquilo com o que mais se identificava. Crescendo em um estado agro pop e dentro de um contexto religioso, gostar de metal era algo considerado fora dos padrões, o que lhe rendia muitos julgamentos, não só pelo gosto musical, mas também pela estética. No entanto, estar fora dos padrões sempre foi, e ainda é, uma fonte de motivação para ela.
Apesar das dificuldades de acesso à internet na época, ela conseguiu se aprofundar no universo do metal com a ajuda de amigos que gravavam CDs para ela na escola, além de frequentar sebos e lojas de discos. Trocar fitas e conhecimentos também fazia parte do seu aprendizado. Seu primeiro show de metal extremo foi no extinto Cavernas Bar, em Cuiabá, e ficou marcado na memória, especialmente por ter assistido ao Amen Corner ao vivo, uma experiência que ela considera única, diferente de apenas ouvir um álbum.
Após um tempo afastada das redes sociais e eventos, ela retornou em 2022, voltando a frequentar a cena cuiabana, reencontrando amigos e fazendo novos. Começou a divulgar informalmente a agenda de shows e eventos locais. Em 2024, decidiu se mudar para o Distrito Federal, onde já tinha contatos e amigos queridos. Desde que chegou, ela tem participado de diversos eventos underground quase todos os finais de semana, sempre com muito entusiasmo.
Logo após sua chegada, no ano passado, recebeu um convite do seu grande amigo Albert para integrar a equipe do canal Falando em Metal. Ela já acompanhava o canal pelas redes sociais, então se sentiu muito honrada com o convite. No canal, ela focou na presença feminina na cena underground, valorizando bandas, produtoras, eventos e o público feminino.
O canal, que já tem quase dois anos de existência, foi criado pelo Albert e hoje conta com uma equipe de três pessoas, incluindo ela e o Jo Oliveira. Juntos, eles fazem cobertura de eventos, divulgam a cena underground, gravam com bandas em estúdios, produzem podcasts, entrevistas e também têm seus blocos individuais. Além das atividades no canal, cada um deles mantém suas profissões: Albert trabalha com audiovisual, e Jo é luthier.
Recentemente, eles criaram o perfil Elas Que Mandam Underground, com o objetivo de ampliar o trabalho voltado ao público feminino. Para Sillene, essa tem sido uma jornada nova, especialmente no trabalho com redes sociais. Ela tem aprendido muitas coisas, desenvolvido novas habilidades e investido na fotografia de eventos da cena, algo que sempre quis fazer. Apesar de ainda estar no começo, ela considera essa experiência desafiadora, mas extremamente gratificante.
Silene: “Estar na cena underground, desde que me entendo como parte dela, tem sido um lugar de acolhimento real, não só, mas principalmente pelas mulheres que partilham essa jornada comigo. Estar à frente de um perfil é uma grande reponsabilidade, mas também, é o crescimento e sororidade diários que ressoam e que sinto ali.”
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INSTAGRAM: @silleneribeiro
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