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Vulthum: A Continuidade do Veneno Negro em Tempos de Decadência

Filosofia em antagonismo ao mundo moderno e ideologia com raizes profundas.

Anton Naberius janeiro 30, 2026 9 min read
Divulgação

É com muita honra que trazemos, mais uma vez, a horda Vulthum às páginas do Lucifer Rex Magazine. Nesta edição, apresentamos uma longa e aprofundada conversa com o vocalista Samej, que discorre sobre os pilares conceituais da banda, sua postura declaradamente opositora e arrogante diante de um mundo que consideram em avançado estado de deterioração, as aversões a determinados aspectos da modernidade e os propósitos que sustentam sua arte, além de revisitar lançamentos recentes e refletir sobre o legado da extinta Templum. Fundado em São Paulo em 2019 a partir das cinzas dessa antiga horda, o Vulthum — idealizado por Shammash, Thorngreen e Samej — construiu uma identidade marcada pela frieza, pela obscuridade e pela busca de transcendência através do caos. Desde a estreia com Shadowvoid (2021), lançado pela Drakkar Productions Brazil e posteriormente relançado na Europa em 2024, até o mais ambicioso The Tyrant Tale (2025), obra conceitual ambientada na Idade Média, a banda manteve-se espiritualmente coesa e fiel à sua essência sombria, consolidando-se como uma força consciente, ritualística e corrosiva dentro do Black Metal.

1. Saudações meus caros amigos, espero encontrá-los todos em ordem. Vamos começar nossa entrevista, talvez chovendo no molhado, mas vocês são remanescentes da banda Templum e formaram a Vulthum, o que há em comum entre as bandas além de serem bandas de Black Metal e terem, praticamente, os mesmos integrantes?

Samej: Ao longo dos anos, nossa proposta sempre foi manter a chama negra acesa, independente das mudanças naturais que qualquer banda atravessa. VULTHUM é a continuidade do TEMPLUM de certa forma… com o mesmo espírito. Agora com melhores recursos, mas com a mesma obscuridade e ódio. Essa essência nunca se diluiu — apenas tomou novas formas, mais afiadas, mais completas e mais alinhadas com aquilo que sempre buscamos expressar. A estética, a abordagem lírica e a visão artística permanecem enraizadas na mesma atmosfera ritualística e crua, porém agora somos capazes de dar a esse espírito uma manifestação ainda mais intensa. Nada aqui é nostalgia: é evolução sem abandonar o veneno original. O subterrâneo continua sendo nossa morada, e é de lá que brota tudo o que ainda temos a oferecer para a cena.

2. A banda tem uma estética musical e visual muito próximas das bandas do início dos anos 1990, inclusive na linhagem do Dark Throne, Gorgoroth, Tsjuder, Vlad Tepes, Tulus e outras mais. Existe, de fato, essa aproximação? Se há, foi proposital?

Samej: Sim !!! é totalmente proposital. O VULTHUM não “imita” o espírito dos anos 90: nós o preservamos porque ele é a base ontológica da banda. VULTHUM é a continuidade direta do TEMPLUM, não por nostalgia, mas porque essa linhagem é natural, é orgânica, é o eixo que sustenta nossa identidade. Temos mais recursos hoje, claro, mas eles nunca serão usados para diluir a essência. O objetivo é exatamente o contrário: amplificar a obscuridade, o ódio e o rigor que sempre marcaram o black metal daquela era. Manter a aura do BM 90s não é fetiche nem limitação estética — é uma postura filosófica. Aquele período era desprovido de vaidade e saturação; havia intenção, havia espírito, havia uma ética de isolamento e verdade. É essa energia que carregamos. O VULTHUM existe para continuar essa linha — não como réplica, mas como desdobramento inevitável de algo que sempre esteve dentro de nós. Nada disso é acidental: é convicção, é vontade, é continuidade consciente.

3.Vulthum é uma banda relativamente nova, mas já chegou, em pouco tempo, ao seu segundo álbum e tem recordes de audições/visualizações nos streamings, vocês acreditam que o fato de serem veteranos na cena, contribuiu para chamar a atenção dos selos e do público, para além da banda ter um som marcante?

Samej: Sem dúvida Naberius como vc já deve acompanhar…. Nossa trajetória como veteranos dentro do underground — desde o Templum até todos os outros projetos em que estivemos envolvidos — acabou trazendo uma base sólida e curiosa para o Vulthum. Não foi algo calculado, mas é natural que anos de dedicação ao black metal deixem marcas e chamem atenção. A experiência só aprimorou a execução, mas a essência continua a mesma: obscuridade, ódio e a visão niilista que sempre carregamos. Isso, inevitavelmente, ampliou as audições e o alcance da banda.”

4. Falando em repercussão, qual a visão de vocês sobre o primeiro material oficial que foi lançado, principalmente com relação a convites para shows, aparições na mídia especializada etc.?

Samej: Shadowvoid teve uma recepção muito acima do que esperávamos. Ficamos, de certa forma, surpresos, porque é um álbum extremamente espontâneo — composto num estado bruto de angústia, dor e ódio, ainda sob o peso da pandemia. Não houve cálculo, não houve polimento excessivo: foi uma possessão, uma descarga direta do que estávamos vivendo naquele momento. Talvez exatamente por isso ele ressoe tanto. É um trabalho honesto, intempestivo, e ver que encontrou eco em tantos cultuadores nos deu a certeza de que obscuro Vulthum fez a coisa certa.

5. Como tem sido a tônica das perguntas, o fato de serem veteranos e experientes músicos tanto do Metal Extremo como da cena tradicional, como essas experiencias aparecem no Vulthum? Ou a banda serve como uma válvula de escape para exercitar algo mais “simples”, mais direto do que o apresentado em bandas como Mythological Cold Towers, por exemplo?

Samej: Não encaramos o VULTHUM como uma válvula de escape em relação ao Mythological ou a outras bandas das quais fazemos parte. O VULTHUM tem uma importância única para nós, com identidade, propósito e linguagem próprios. Cada projeto nasce de necessidades diferentes, e o VULTHUM existe porque há algo específico que só ele consegue expressar — sonora, estética e espiritualmente. Não é um desvio, nem um respiro entre trabalhos: é um pilar tão fundamental quanto qualquer outro caminho que trilhamos.

6. A cena Black Metal, como um todo, se transformou bastante dos anos 1990 para cá, já mencionado na segunda questão o fato da banda resgatar aquela essência dos anos noventa tem alguma relação com essas transformações? Qual o olhar de vocês sobre essas três décadas de progressão do estilo?

Samej: Desde os anos 90, o BLACK METAL sempre foi mais do que música — era aura, postura, ruptura e convicção. O VULTHUM nasce consciente disso. Não como um exercício de nostalgia, mas como um resgate deliberado daquela essência crua, obscura e inegociável que se perdeu com o tempo. A intenção sempre foi manter viva essa chama: a atmosfera, o rigor espiritual e o desprezo por concessões. O VULTHUM não recria o passado — ele reafirma uma linhagem que nunca deveria ter sido abandonada.

7. No que diz respeito aos temas abordados pela Vulthum, como são essas escolhas dos temas, qual a tendencia mais evidente que vocês tomam sobre essa temática?

Samej: As letras do VULTHUM são dedicadas à escuridão em suas formas mais densas e hostis. Exploramos obscuridades medievais, vampirismo, o mal como força ativa, dimensões abissais e realidades ocultas que existem além da moral humana. Há arrogância, soberania e imperialidade espiritual — Satã não como metáfora, mas como poder. Cada palavra é escrita para sustentar uma atmosfera de domínio, desprezo e transcendência através das trevas.

8. Notando a ficha técnica do seu segundo trabalho “The Tyrant Tale”, percebe-se que há uma lista considerável de participantes nos bastidores da produção assim como participações na execução, como se deram essas alianças e, aproveitando o ensejo, como a banda resolve o componente bateria nas apresentações ao vivo?

Samej: O VULTHUM sempre contou com participações de músicos que compartilham a mesma visão e compromisso com a essência do black metal. Como muitas bandas do underground, enfrentamos dificuldades constantes com a falta de bateristas, o que nunca foi um obstáculo para seguir adiante. Bloodthirsty e Jack têm sido fundamentais nesse processo, contribuindo com dedicação e respeito ao propósito da banda. Da mesma forma, contamos com o apoio do nosso membro ao vivo na guitarra, proveniente do Shaytan, que fortalece ainda mais a brutalidade e a coesão do VULTHUM nos palcos. Já que Shammash (nosso guitar) se encontra morando em Portugal… Essas colaborações não são conveniência — são alianças forjadas pela mesma devoção à escuridão.

9.Como você analisaria o novo trabalho se comparado com o primeiro álbum da banda, quais aspectos você poderia ressaltar sob vistas de uma “melhora” entre um e outro?

Samej: Claro. São álbuns diferentes por natureza. Em certo nível, não são totalmente comparáveis, porque cada um nasce de um momento distinto e revela um obscurantismo próprio, uma forma diferente de ódio, tensão e visão de mundo. Um mergulha mais em uma agressividade crua e imediata, enquanto o outro trabalha um ódio mais denso, ritualístico e introspectivo. Ambos partem das mesmas raízes, mas seguem caminhos espirituais e emocionais distintos, refletindo fases diferentes da Vulthum. Não se trata de evolução linear ou de “melhor ou pior”, mas de manifestações diferentes da mesma força obscura, cada uma com sua identidade, propósito e atmosfera. Shadowvoid é nossa apresentação… the tyrant tale… um obscuro conto.

10. A banda conseguiu o feito, para os padrões do underground brasileiro, lançar seus materiais nas versões mais desejadas: LP e K7 além do CD, como foi esse processo, os convites, quais selos/gravadoras e como tem sido o escoamento desse material?

Samej: Os vários lançamentos do VULTHUM em CD, LP e tape mostram que não ficamos esperando as coisas acontecerem. Corremos atrás, fizemos contatos e fomos realmente focados nos nossos objetivos. Conseguimos um lançamento internacional com a Khaosophy Records, que é subsidiária da Drakkar Productions, o que foi um passo importante para levar o material além do Brasil. Já no cenário nacional, tivemos o lançamento via tape pela Angel of Cemetary, fortalecendo a circulação dentro do underground brasileiro. Pra nós, esse tipo de lançamento é essencial, porque o black metal ainda vive muito do formato físico. CD, LP e tape não são só suportes — são objetos de culto, parte do ritual. As distros e a própria Drakkar tem feito uma boa distribuição… acredito!

11. “The Tyrant Tale” acabou de ser lançado, mas já tem uma boa repercussão na cena nacional, qual a perspectiva de vocês sobre esse lançamento e com relação a apresentações ao vivo, existe algum agendamento a vista?

Capa do álbum “The Tyrant Tale” 2025 (Drakkar Productions)

Samej: Até o momento, não temos nenhum show agendado. Ainda assim, o Vulthum já tocou em três ocasiões, e todas foram experiências soberbas, intensas e muito marcantes para nós e para quem esteve presente. Acredito… eu… corpsepaint… Fogo… riffs ríspidos… frieza e puro ódio devastador.

12. Quero aqui agradecer mais uma vez pela participação nas páginas sangrentas deste magazine que nasceu e existe para fortalecer todo universo extremo da música obscura de nossa cena. Deixo o espaço aberto para o que desejarem propagar.

Samej: Como palavras finais, deixamos nosso desprezo pelo ruído do mundo moderno e seguimos fiéis a misantropia. Vampirismo, inferno e fria arrogância… no caminho que escolhemos: obscuro, rigoroso e sem concessões. O Vulthum não existe para agradar, existe para manifestar aquilo que deve ser manifestado. Agradecemos à Lucifer Rex Magazine pelo espaço e, de forma seca e direta, ao Naberius pelo apoio. Sem discursos longos, sem sentimentalismo. Apenas aço, noite e fogo antigo.

VULTHUM é:

Thorngreen – Baixo

Samej – Vocal

Shammash – Ghitarra

 

 

Anton Naberius

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