A primeira vez que ouvi o nome “OLD GRAVERS’ foi em uma matéria daqui da Lucifer Rex Mag., na sessão “Garimpo Underground” feita pelo meu amigo Marcel Prophanator, e logo curti a sonoridade da banda. Old Gravers, executa um Blackened death metal da velha escola e a banda foi formada em 2016 e a princípio chamava-se “Old Graver”, após alguns anos a banda adicionou o “RS” no final da palavra “Grave”, ficando “Old Gravers” (também uma menção ao estado de origem, “Rio Grande do Sul”). A banda chega em seu debut álbum intitulado From the Depths of the Grave, lançado pela UBL (Union of Black Labels) uma união de selos compostas por: Black Seal Prod., Impaled Records, Nyarlathotep Rec., Luciferian Gnosis Prod., Invisible Force of Evil e Belial Songs, solta uma trabalho com uma explosão brutal de riffs pesados, vocais guturais e uma atmosfera densa que remete aos tempos áureos do gênero. Com esse lançamento, a banda nos leva a uma viagem sonora pela escuridão e pelo caos, evocando os espíritos do death metal clássico, mas também conseguindo infundir algumas de suas próprias nuances, composto por: Jonas Hoerlle (Drums), Jailson Rodrigues (Guitars), Marcelo Scheeren (Vocals) e Fábio Barbosa (Bass).
SONORIDADE
From the Depths of the Grave é sem dúvida um grande trabalho que agradará aos fãs do death metal tradicional como também os fãs de música extrema… digamos, “mais modernos” Com um som autêntico, que mistura brutalidade com uma atmosfera carregada de melancolia e morte, o álbum tem o poder de cativar o ouvinte com uma variação musical muito intensa é única, mantendo a fidelidade ao estilo que os inspira, mas também com uma identidade própria que promete conquistar seu espaço no cenário atual.
O trabalho contém 9 faixas, a faixa de abertura “Holy Man “ Feed the Flames já mostra um convite para o ouvinte entrar na atmosfera do álbum, com riffs cativantes e muito peso. Melodias bem construídas dentro de uma sonoridade simples e muito criativa. Mas o que mais me impressionou foi a variação e criatividade em suas composições, uma prova disso é a próxima faixa “Symbols of Fools” que é completamente diferente da faixa de abertura, tem uma pegada inicial com uma proposta sonora mais old., ate em suas letras banda veio com variação, a terceira faixa que tem um clima mais denso em seu inicio “Espíritos Impuros” é cantada em português. A produção de From the Depths of the Grave é crua, mas não no sentido de uma gravação de baixa qualidade, o som é claramente trabalhado para manter a autenticidade, enquanto ainda mantém uma boa definição, as guitarras são agressivas e saturadas, com riffs rápidos e de grande impacto onde conseguimos ouvir todos os instrumentos, que marcam o estilo tradicional do death metal.
O baixo, sempre presente, ressoa nas profundezas, adicionando peso às músicas e garantindo que a intensidade da bateria seja ainda mais acentuada. As batidas são rápidas, mas sem perder o groove, criando momentos de pura ferocidade. A bateria tem uma execução técnica impressionante, com variações rítmicas que ajudam a dar dinâmica ao álbum.
DESTAQUES
O título From the Depths of the Grave já diz muito sobre o clima da obra, um verdadeiro mergulho nas profundezas da morte, em suas várias formas. As letras exploram temas como o fim do mundo, a guerra, o sofrimento humano e a inevitabilidade do destino mortal, com um tom sempre sombrio e fatalista. Fica difícil definir faixas de destaque, por que o trabalho por inteiro tem uma boa qualidade musical e cada faixa acaba sendo única, mas curti muito a faixa “Espíritos Impuros”, que tem uma variação em seu andamento que inicia com riffs densos e obscuros entre riffs pesados e deixa a música com uma andamento melódico muito empolgante ouvir. Assim como a faixa “Nocturnal” que tem seu início musical uma pancada com um andamento bem old school em seus riffs, que chegam a lembrar bandas de heavy metal dos anos oitenta, uma excelente faixa que se destaca muito pelo poderoso vocal de Marcelo Scheeren. A terceira faixa que curti muito também foi a última faixa, “Don’t need Religion” que é um tributo ao Motörhead do álbum Iron Fist de 1982, que começa com aquela linha baixo bem potente. Um ótimo trabalho que mantém toda essência old School sem parecer uma cópia de bandas do passado.
GRÁFICA
A parte gráfica segue no estilo do layout do selo UBL, um encarte de 12×36, com OBI com algumas informações, letras, foto e informações, tudo no seu devido lugar. A arte de capa foi feita por Marcelo Scheeren que remete muito bem o título do álbum, do nome da banda e de seus temas musicais, tudo feito na medida. Ficando uma produção muito satisfatória em sua parte gráfica e excelente na produção musical.
Se você é fã de death metal pesado e criativo, com a pegada dos anos dourados do gênero, “From the Depths of the Grave” é um álbum que merece ser ouvido e relembrado.
1. Holy Man Feed the Flames
2. Symbol of Fools
3. Old Grave
4. Parasitic Christianity
5. Espíritos Impuros
6. Beyond the Big Iron Gate
7. Nocturnal
8. Death Empire
9. Don’t Need Religion



