Duo da Flórida consolida sua estética de horror arcano em estreia pela Century Media, com participação especial de Marty Friedman
Entre as vozes mais formidáveis surgidas no metal extremo no período pós-pandemia, a entidade norte-americana Worm anunciou oficialmente seu novo trabalho, “Necropalace”, lançado em 13 de fevereiro de 2026 e marcando sua estreia pelo selo Century Media. O álbum aprofunda a proposta singular da banda, situada na fronteira nebulosa entre o black metal atmosférico, o death metal e uma forte aura sinfônica e espectral, reafirmando Miami como um ponto de irradiação de magia sombria no underground contemporâneo.
Após o impacto de Foreverglade (2021) — amplamente celebrado por fundir uma espinha dorsal death metal com teatralidade sinfônica e atmosferas etéreas — e do aclamado split Starpath, ao lado do Dream Unending, o Worm continua sua ascensão como um dos projetos mais ambiciosos do metal extremo atual. Em Necropalace, a dupla formada por Phantom Slaughter (vocais) e Wroth Sepentrion (guitarras) apresenta uma obra que funciona como uma verdadeira trilha sonora ritual, oscilando entre encantamento e exorcismo.
O álbum foi produzido por Charlie Koryn (Morbid Angel) e finalizado com mixagem e masterização de Arthur Rizk, nomes que reforçam o caráter orgânico, denso e ao mesmo tempo grandioso da obra. O resultado é um conjunto de composições que evocam castelos amaldiçoados, ruínas antigas e horrores noturnos, sempre envoltos em uma névoa de solenidade maligna.
Comentando o conceito do álbum, Phantom Slaughter declarou: “Bem-vindo ao domínio do terror conhecido como NECROPALACE. Esta fortaleza guardou minhas memórias e pesadelos por séculos. Erguida de um sono ancestral, a maldição está novamente livre para assombrar noites estreladas. Ao se aproximar dos portões gelados do Castelo Ravenblood, uma névoa giratória começa a se formar. Figuras fantasmagóricas cercam você. Entre se ousar, mas esteja avisado: a escuridão pode consumir sua alma mortal para sempre. O mal supremo retornou.”

O vocalista também destacou que a estética profana do Worm nasce tanto da exumação de obscuras fitas de black metal sinfônico dos anos 1990 quanto de uma obsessão pessoal pelo cinema de horror dos anos 1980 e 1990, elementos que se entrelaçam de forma natural na narrativa sonora do álbum.
Como ápice do disco, Necropalace conta ainda com uma participação especial de peso: o lendário guitarrista Marty Friedman surge na faixa de encerramento, “Witchmoon – The Infernal Masquerade”, entregando um solo marcante que conduz o álbum a um desfecho épico e cerimonial.
Com Necropalace, o Worm não apenas reafirma sua identidade, como consolida uma visão estética onde o metal extremo se transforma em rito, memória e pesadelo — um palácio erguido para abrigar o horror eterno.
Tracklist – “Necropalace”:
- Gates to the Shadowzone (Intro)
- Necropalace
- Halls of Weeping
- The Night Has Fangs
- Dragon Dreams
- Blackheart
- Witchmoon – The Infernal Masquerade (feat. Marty Friedman)
Fonte: The Void Journal



