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ALMANON – Death Black Metal Infernal e Primitivo

Hioderman ZArtan junho 5, 2026 9 min read

Há 6 anos nasceu o ALMANON, feto pútrido e orgânico gerador de um Death Black Metal insano, extremo e direto.

Conversei com o Sergio Vieira, que nos conta sobre o andamento Primitivo e Infernal da banda.

01. E aí meu amigo Sergio e Almanon, como está essa jornada pelo Underground? Muitos eventos engatilhados? Tenho visto muitas publicações nas redes mostrando o poderio do Almanon, o que podes relatar da vivencia da banda nestes 6 anos de existência?

Sergio Vieira: Salve grande irmão Zartan primeiramente agradecer o espaço cedido pela Lúcifer Rex para falar sobre nossa banda é de grande honra para nós do Almanon. Sobre eventos tivemos algumas oportunidades de tocar no interior de São Paulo, interior de Minas Gerais e algumas apresentações em Três Lagoas e na nossa Capital do MS…Campo Grande, mas nesse momento não recebemos mais convites e esperamos voltar a estrada em breve e aguardamos convites para que isso possa acontecer. Estamos muito satisfeitos com o que fizemos nesses 6 anos de banda pois para uma banda underground de Metal Extremo do Terceiro Mundo lançar um EP, um Ao Vivo e um Full Album nesse período com todas as dificuldades que conhecemos ficamos muitos satisfeitos e não para por aí pois já estamos trabalhando em algo novo.

 

02. Em 2025 a banda lança o álbum “Primitive Infernal”, um pouco diferente do EP “Warlegion”, já mostrando a banda bem mais entrosada/aprimorada, mas, musicalmente falando, em que o Primitive Infernal traz de diferente dos anteriores (Warlegion e o Ao Vivo Três Lagoas Metal Fest)?

Sergio Vieira: Foi uma evolução natural da banda, quando iniciamos em 2020 a proposta era ser cru, orgânico, visceral com as raízes fincadas na década de 80/90 e o EP entregou isso e dois anos o Primitive Infernal seguiu essa linha e claro que tivemos uma diferença para o EP mas a essência é a mesma e como falei no início essa evolução se deu aos eventos que tocamos, ensaios e de achar nossa identidade própria desde o início e assim seguimos, estamos com a mesma formação nesse seis anos e isso faz muita diferença de manter a sonoridade o fato que para mim a banda permanece orgânica e isso mantém o Almanon fiel a sua raiz.

 

03. Este é um ponto interessante e muito raro, a formação permanece intacta nestes 6 anos de batalhas. Vocês têm outros projetos ou dedicam %100 do tempo ao Almanon?

Sergio Vieira: Com certeza para uma banda underground manter a mesmas formação nesses 6 anos e algo que nos orgulhamos, eu no momento só estou focado no ALMANON e tenho ideias para outro projeto porém sem data definida, nosso batera Ricky Longinus que foi baixista da lendária Sacro Goat e ex batera da Lord Foul tem um projeto a ser lançado com uma nova banda de metal extremo a IMPALLED em breve deve ter notícias desse projeto brutal. No caso do vocal Paulo Lopes e o baixista Gustavo Jianoto os mesmos se dedicam 100% no Almanon até esse momento da entrevista.

 

04. Qual a origem do nome ALMANON? Eu pesquisei e até antes eu pensava ser algo relacionado a um conto de Edgar Allan Poe mas li que é algo bem mais direto.

Sergio Vieira: Almanon é um nome universal e não tem tradução, mas tem significado e foi extraído do Altas da Lua, é um dos nomes das crateras da Lua e tem toda uma simbologia cósmica e pode perceber que nas capas do EP, Ao Vivo e o Full tem sempre uma Lua envolvida no contexto e um outro detalhe o monstro que se apresenta nas nossas capas é o próprio ALMANON e sempre estará presente em nossas capas.

 

05. As letras do Primitive Infernal sim são conceituais, influenciadas sim pelos contos de Poe, certo? Como se dá o processo criativo das letras/músicas?

Sergio Vieira: Quando comecei as escrever as letras para o Álbum a princípio a ideia não era ser conceitual, a primeira letra feita foi a Death Red que foi inspirada no Conto a Morte da Máscara Rubra, e logo em sequência foi feita a letra da Human Perversity que foi inspirado no conto O Demônio da Perversidade, a princípio seria essas duas, porém depois foi desencadeando as outras e outras todas do universo do Poe e pronto no final o disco ficou conceitual e isso saiu tudo de forma bem natural. Os contos de Poe foram escolhidos a dedo pois apesar de ser contos é um terror psicológico que vai no extremo da Perversidade humana de ganancia, inveja, poder e é um dos instintos primitivos da humanidade enfim um prato cheio para letras de metal extremo.

 

06. Em sua maioria, quando bandas falam de letras inspiradas no cosmos ou misticismo lunar, sempre fazem referências a Howard Phillips Lovecraft (1890–1937), o escritor considerado o pai do horror cósmico. No Brasil temos o Cruz e Sousa, Gregório de Matos e os mais citados na música extrema (antiga) Augusto dos Anjos. Há a possibilidade também o criarem algo no futuro citando/referenciando a literatura BR? Aliás, o que da literatura BR os atraem ou serve como inspiração?

Sergio Vieira: Inclusive H.P.Lovecraft é diretamente influenciado por E.A. Poe e sim possível que no futuro podemos utilizar literatura BR, o Almanon nunca vai se prender a um tema apenas vamos sempre procurar algo e contexto que tem identificação com a banda pois quando abrimos o leque para outros temas abrimos mais possibilidade para o conhecimento e passar isso através da música extrema

 

07. Até o momento todos os itens lançados pelo Almanon foram de forma independentes, a banda optou por este formato por ter mais liberdade ou é pelo fato de os selos (em sua maioria) estão mais focados em materiais “vendáveis”, e em muitos outros casos as bandas mesmo criaram selo para poderem lançar seus trampos.

Sergio Vieira: Na verdade tanto o Ep quanto no Ao Vivo tivemos um apoio muito massa para o lançamento físico do nosso irmão Murilo da Trevas Nascemos de Três Lagoas e ele nos deu um grande suporte nesses dois primeiros lançamentos e o Full Álbum tivemos o apoio e suporte de grandes selos do metal extremo, Misanthropic Records, Ihells Production, Heavy Metal Rock, Terrorshop e o mais uma vez a Trevas Nascemos e com o apoio e suporte desses selos conseguimos lançar o álbum no formato slipcase com capa contra capa, encartes com 16 páginas e letras traduzidas e sem apoio dessa galera não conseguiremos fazer e ficamos muitos satisfeitos com resultado final do Álbum físico que entregou um disco orgânico em todo seu contexto.

 

08. Sim, inicialmente a versão digital foi bastante divulgada nos streamings, as versões físicas tiveram estes valorosos apoios, o guerreiro Murilo do Trevas Nascemos é um entusiasta das artes extremas old school, tanto quanto Misanthropic Records, Ihells Production, Heavy Metal Rock e o Terrorshop. Então posso deduzir que para este novo ataque sonoro/full álbum há a possibilidade de os citados selos apoiarem novamente?

Sergio Vieira: Estamos já trabalhando no Full Álbum, será um álbum conceitual com outra temática as letras estão prontas e estamos fazendo a parte instrumental e está tudo muito cru ainda mais a ideia é lançar em 2027 e vamos buscar contatos com os selos para o lançamento físico em todos os formatos possíveis CD, K7 e Vinil, assim que finalizarmos no Studio vamos buscar essa parceria com os mesmo selos que nos apoiaram e outros que tiver interesse em acreditar nesse projeto como disse anteriormente o objetivo principal do Almanon é lançar o material físico.

 

09. O formato vinil tem voltado a cena com força total, mesmo com os custos absurdos para confeccionar, mas tanto hoje como em outras eras a “cooperativa de selos” tem ajudado muito a “custear”, quem sabe neste formato logo possam vim a anunciar o LP do Almanon.

Sergio Vieira: Sim de fato os custos para lançamento de vinil são valores bem altos e fica difícil lançar de forma independente e o apoio de selos é fundamental para isso, vamos tentar esse lançamento em vinil quando o material estiver pronto e se vamos conseguir já é outra história mas esse projeto existe da nossa parte e vamos fazer o possível para viabilizar isso.

 

10. A arte do single Pensulum ficou muito interessante, que aliás, é a última música do Primitive Infernal, aproveitando o gancho, comente acerca do conceito das artes de capa dos lançamentos do Almanon.

Sergio Vieira: A arte do single Pensulum foi feita pelo grande artista Rubens Snitran que também fez todo layout do CD Primitive Infernal onde o mesmo fez um trabalho fantástico no single fazendo a capa dialogar com a faixa Pensulum. A capa do Álbum bem como a capa do EP foi feita por Márcio Blasphemathor outro grande artista que faz trabalhos primorosos e na arte da capa e contra capa fez dialogar com as faixas do CD e os contos de Poe realmente trabalhos magníficos desses dois artistas e deu vida a todo lado conceitual do disco.

 

11. Warlegion teve uma versão K7, por qual(is) motivo(s) Primitive Infernal também não teve uma versão K7?

Sergio Vieira: Desde o início da banda o objetivo principal era o lançamento no formato físico e iríamos lançar nas plataformas digitas e também, porém queríamos o lançamento em CD e no formato K7, no EP Warlegion conseguimos realizar isso com o apoio do nosso irmão Murilo da Trevas Nascemos e tivemos o apoio também do Gabriel Cerberus do Lord Foul com a Primitivo Culto Analógico. Sobre ter o Primitive Infernal lançar em K7 temos muita vontade para isso e esperamos encontrar algum selo que nos apoie nesse projeto. Ainda queremos um lançamento em vinil, mas isso é um projeto um pouco mais distante, mas no futuro vamos pensar nisso

 

12. O que podes relatar acerca deste novo álbum, já há algo pronto, como estão os ensaios? Nos shows qual o setlist?

Sergio Vieira: Estamos no processo de criação das músicas novas e já temos 4 sons novos de 8 ou 9 para o Álbum novo está tudo muito cru ainda, mas os sons estão evoluindo bem. Ainda estamos no trabalho de divulgação do Primitive Infernal e nossas últimas duas apresentações em Campo Grande/MS e Birigui/SP tocamos o álbum na íntegra e para próximas apresentações vamos mesclar algo com EP Warlegion também pois nosso repertório aumentou e desejamos tocar músicas do EP também.

 

13. Em 2025 vocês participaram da coletânea “Gulpian Metal Fest Vol. 16”, dividindo espaço com bandas de outros estilos, qual a importância destas iniciativas vocês veem para o Almanon? Houve um tempo em que estas coletâneas eram bem mais ativas na cena.

Sergio Vieira: Cresci adquirindo coletâneas era uma oportunidade de conhecer bandas do underground e quando surgiu o convite do Luciano da Gulpian Metal Fest topamos na hora pois acreditamos que é uma forma de divulgar bandas no cenário do metal extremo e participamos com duas músicas ao vivo do EP Warlegion e na ocasião o Luciano disse que em 16 edições da coletânea nenhuma banda tinha colocado as versão ao vivo e então decidimos colocar a Hungry Wolves e Armed Hate do ao vivo que tocamos no Três Lagoas Metal Fest e ficou sensacional o trabalho físico dessa Coletânea.

 

14. Agradeço imensamente o tempo cedido para responder meus questionamentos, longa vida ao Almanon. Deixo este espaço para algo mais que desejem relatar/complementar.

Sergio Vieira: Grande Zartan foi uma grande honra participar da entrevista e a oportunidade de falar mais sobre o Almanon e é uma honra para mim particularmente estar na Lúcifer Rex onde admiro demais o trabalho realizado por vocês, o metal extremo agradece a contribuição de vocês no cenário acompanho o portal e tenho as duas edições físicas da revista então mais uma vez obrigado. Hails Warriors!

CONTATOS:

Email: almanon.oficial@gmail.com

Instagram: @almanon_oficial

Facebook: Almanon

 

Hioderman ZArtan

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Tags: almanon Death Black metal primitive infernal warlegion

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