Projeto dinamarquês de Black Metal apresenta “Þe Zeue Heauedes of Þe Beste”, uma obra inspirada nos sete pecados capitais, na demonologia medieval e na estética litúrgica das trevas.

Da Dinamarca emerge uma nova manifestação do underground extremo. O projeto de Black Metal Malum Incarnatum revelou os primeiros detalhes de seu álbum de estreia, “Þe Zeue Heauedes of Þe Beste”, que será lançado em 31 de julho pelo selo Kunstkammer Productions.
Toda a obra foi composta, escrita e executada por Geistaz, responsável por conduzir integralmente o projeto. A mixagem ficou sob responsabilidade de Daniel Farre, enquanto a masterização foi realizada por Henri Sorvali, no estúdio Trollhouse, na Finlândia.
O título do álbum utiliza o inglês medieval para fazer referência às “Sete Cabeças da Besta”, uma representação simbólica dos sete pecados capitais e da manifestação do Diabo como força corruptora da humanidade. A proposta do disco mergulha profundamente no imaginário religioso da Idade Média, transformando sermões, tratados demonológicos e imagens escatológicas em matéria-prima para um Black Metal intensamente atmosférico e brutal.
Segundo a concepção apresentada pelo projeto, “Þe Zeue Heauedes of Þe Beste” constitui uma jornada de aproximadamente cinquenta minutos através de conventos sombrios, paisagens infernais e visões de condenação espiritual. O álbum procura recriar a atmosfera dos antigos sermões medievais, onde o medo do pecado e da danação eterna era utilizado como instrumento de controle e devoção.
Durante essa travessia, cânticos ancestrais, vozes demoníacas e gritos espectrais ecoam como se partissem diretamente dos púlpitos de uma igreja amaldiçoada, conduzindo o ouvinte por cenários de pecado, sofrimento, inferno e escatologia.
Musicalmente, Malum Incarnatum combina uma avalanche de baterias impiedosas, guitarras estridentes e camadas densas de atmosferas obscuras para construir uma verdadeira sinfonia das profundezas infernais. O resultado busca equilibrar a violência característica do Black Metal com uma forte narrativa litúrgica e teatral, evocando a sensação de participar de um antigo ritual de condenação.
Mais do que um simples álbum de estreia, “Þe Zeue Heauedes of Þe Beste” apresenta-se como uma obra conceitual que revisita símbolos religiosos medievais sob uma ótica profundamente sombria, transformando os sete pecados capitais em diferentes manifestações da corrupção humana e da presença da Besta.
Tracklist
- Sseawyinges: The Beast of Hell
- Prede: The Devil’s Daughter
- Enuie: Mother of Death
- Wreþe: The Wars the Felon Hath
- Sleauþe: The Devil’s Bed
- Slacnesse: The Final Stroke
- Þe Zenne of Ulase Domesmen
- Auarice: The Root of All Evil
- Lecherie: The Deeds of Flesh
- Glotounye: Into the Sea of Hell
- Þe Welle of Zenne
Com uma estética fortemente inspirada na iconografia medieval, na demonologia cristã e na linguagem inglesa arcaica, Malum Incarnatum apresenta uma estreia que dialoga diretamente com os aspectos mais ritualísticos do Black Metal europeu. Ao transformar antigos conceitos teológicos em música extrema, o projeto oferece uma experiência marcada pela atmosfera opressiva, pela agressividade sonora e pela permanente contemplação do pecado e da condenação.
Fonte: The Void Journal.



