Veteranos britânicos do Death Metal preparam o lançamento de seu sexto e último álbum de estúdio, previsto para janeiro de 2027. Com riffs esmagadores, temáticas políticas e reflexões sobre perda e mortalidade, o trabalho encerra uma década de resistência sonora e memória.

“Ainda há algo a dizer.” É com essa afirmação que Karl Willetts introduz o capítulo derradeiro do MEMORIAM, banda britânica que, ao longo de uma década, transformou luto, indignação e frustração em uma expressão implacável de Death Metal. O grupo lançou “Nothing More To Say”, faixa de abertura e primeiro single de Endgame, seu sexto e último álbum de estúdio, com lançamento marcado para 29 de janeiro de 2027, pelo selo Reaper Entertainment.
Acompanhada por um lyric video oficial, a composição ganha um significado especial diante da decisão de encerrar a trajetória fonográfica da banda. Embora o título sugira uma despedida definitiva, a música está longe de representar uma rendição: riffs esmagadores, atmosfera sufocante e a interpretação vocal característica de Willetts reafirmam a identidade agressiva que consolidou o Memoriam no cenário extremo.
A gravação também destaca a presença de Dirk Verbeuren na bateria, cuja execução incorpora blast beats violentos à combinação já característica do grupo entre passagens monumentais de andamento médio e o peso tradicional do Death Metal britânico.
O lyric video oficial de “Nothing More To Say” está disponível no YouTube.
UMA DÉCADA DE MEMÓRIA, GUERRA E RESISTÊNCIA
Para Karl Willetts, o single representa muito mais do que a apresentação de uma nova composição. A consciência de que este será o último álbum do Memoriam confere às palavras um significado que ultrapassa os limites da própria música. Segundo o vocalista, iniciar essa etapa final com a faixa foi uma escolha coerente com o momento vivido pela banda.
Willetts também reconhece a importância pessoal do Memoriam, que lhe proporcionou um espaço para expressar emoções difíceis e compartilhá-las com ouvintes capazes de compreender experiências semelhantes. O que começou em 2016, impulsionado pela amizade, pela lembrança e pelo desejo coletivo de voltar a fazer música, transformou-se em uma discografia substancial, construída ao longo de cinco álbuns anteriores.
Ao se aproximar do encerramento dessa trajetória, o vocalista manifesta orgulho pelo trabalho realizado em conjunto, encarando Endgame como uma oportunidade de refletir sobre o caminho percorrido sem abandonar a essência que orientou a banda desde sua formação.
Apesar de marcar o fim da discografia de estúdio do Memoriam, o álbum permanece conectado às questões que sempre alimentaram suas letras. Guerra, manipulação política, fragmentação social e degradação ambiental voltam a ocupar posição central, acompanhadas por uma crítica à incapacidade recorrente da humanidade de aprender com os próprios erros históricos.
Entretanto, as reflexões sobre mortalidade, memória e passagem do tempo acrescentam uma dimensão pessoal ao material. A proximidade do fim da banda confere novo peso a composições que abordam tanto a destruição coletiva quanto as experiências individuais de perda.
O ÚLTIMO ATO DE UMA FORMAÇÃO COMPROMETIDA COM O DEATH METAL
Para a produção de Endgame, o Memoriam conta novamente com Russ Russell, colaborador de longa data responsável por ajudar a definir a sonoridade registrada pelo grupo. A identidade visual também mantém uma ligação histórica com a trajetória da banda: a arte da capa foi desenvolvida por Dan Seagrave, artista reconhecido por seu trabalho no universo do Metal extremo e responsável por acompanhar visualmente o Memoriam ao longo de sua existência.
A participação de Russell e Seagrave estabelece uma continuidade artística coerente para esse encerramento, enquanto a contribuição de Verbeuren acrescenta uma nova dimensão à gravação final.
Em vez de apresentar Endgame como uma celebração retrospectiva, o Memoriam opta por reafirmar seu compromisso com um Death Metal pesado, incisivo e politicamente consciente. A despedida, portanto, não abandona a confrontação nem suaviza o discurso: preserva a contundência que definiu a banda e transforma o álbum em um registro final de sua visão de mundo.
O disco terá nove faixas na edição padrão, com três composições adicionais distribuídas entre as versões digipak e box set. As edições em CD, vinil e formato digital, incluindo versões limitadas para colecionadores, estão disponíveis para pré-venda na página oficial do álbum.
TRACKLIST — ENDGAME
- Nothing More To Say
- The Trench
- At The Point Of No Return
- March Of Time
- Another Battle Won
- The Frontline
- Close The Skies
- The Final War
- Endgame
- Psychological Scars (Digipak Bonus Track)
- No Tyrants Survive (Boxset Bonus Track)
- Damage Done (Boxset Bonus Track)
FORMAÇÃO
- Karl Willetts: Vocais
- Frank Healy: Baixo
- Scott Fairfax: Guitarra
- Dirk Verbeuren: Bateria
MEMORIAM — Endgame
Lançamento: 29 de janeiro de 2027
Gravadora: Reaper Entertainment
Formatos: CD, vinil e digital, incluindo edições especiais para colecionadores.
Fonte: Kronus Mortus News.



