Open the Coffin – “Once Alive Always Dead“, lançado pela Black Hole Productions é o segundo full da banda que vem chamando atenção pelos seus trabalhos anteriores, a banda que é de Natal – Rio grande do Norte e conta com seu mentor Cláudio Slayer a frente de quase tudo relacionada a este lançamento, com seus temas direcionados a morte, cemitérios e ao universo do terror mostra nesse trabalho uma atmosfera totalmente voltada ao velho death metal, um trabalho onde tudo parece soar perfeito em suas 8 faixas e uma parte gráfica muito bem feita.
SONORIDADE
Nesse Trabalho do Open the Coffin “Once Alive Always Dead” viajaremos por uma atmosfera da velha guarda do Death Metal, precisamente a escola do death metal sueco dos anos 90 com guitarras pesadas e cortantes, bateria eficiente e baixo bem marcante com músicas mais diretas em alguns momentos fazendo lembrar o bom e velho Entombed e Grave, mesclando momentos influenciados por Death de Chuck Schuldiner sem parecer uma copia, tudo com uma brutalidade musical muito intensa e rápida, sempre mantendo o andamento que em alguns momento consegue ter um respiro deixando a música variada. Cláudio Slayer mostra nesse trabalho um total domínio em cada instrumento que toca, além de fazer a parte de vocal soar totalmente perversa e ao mesmo tempo suja e podre, fazendo tudo soar de uma maneira perfeita, juntamente com a bateria dominada por Flávio Neves, um dos trabalho mais brilhantes do género lançado em 2025 com inteligência em suas composições tanto na parte musical quanto na parte temática. Uma sonoridade voltada para os velhos moldes do Death Metal com uma produção atual, isso deu ao trabalho uma qualidade ainda melhor.
DESTAQUES
O Trabalho Once Alive Always Dead tem em suas 8 faixas com momentos viajantes dentro da velha guarda do death metal, o álbum começa com a faixa “ Burn my Coffin”, uma faixa impactante e direta que fica na cabeça a parte de “refrão”, uma faixa que já mostra todo o direcionamento musical da banda com muito peso e atmosfera que em alguns momentos te leva para uma viagem perturbadora ao mundo dos mortos. A faixa título “Once Alive Always Dead” é outra faixa insana e direta com momento de transição musical bastante interessante, não deixando a música repetitiva, riffs inteligentes e um andamento musical muito bem trabalhado. A faixa “Decayng Flesh” foi outra faixa que me chamou muito atenção, curti muito seu andamento musical, o trabalho fecha com uma faixa em português, “Tudo pertence a morte”, uma faixa bastante interessante que segue a mesma linha brutal do disco. Uma faixa que ficou muito bem composta. E além desses destaques não teria como deixar de fora as letras muito bem escritas de excelentes temas e a arte de capa….
GRÁFICA
A arte de capa que é assinada por Marcos Miller impressiona pela riqueza de detalhes, uma belíssima capa, as ilustrações também ficaram magníficas as direções de arte e ilustrações ficaram a cargo de Fernando Camacho, tudo muito bem feito, olhar esse encarte com todas essas riquezas de arte é uma verdadeira viagem, é como ver quadrinhos de histórias de terror, foto de Rafael dos Santos, o fundo de caixa acrílica também tem uma ilustração muito bem feita, no geral “Once Alive Always Dead” é um álbum simplesmente de Death Metal Old School, mas com um direcionamento atual e uma produção muito bem feita, criando todo esse excelente resultado para esse trabalho.
Material cedido por Fernando Camacho
1. Burn My Coffin
2. Tomb Number 666
3. Once Alive Always Dead
4. Carnivorous Abomination
5. Embraced by the Grave
6. Decaying Flesh
7. Zombified
8. Tudo Pertence a Morte



