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SCULPTURE – Experiência sonora do Metal Extremo Instrumental.

" A música do Sculpture provoca em cada ouvinte uma experiência sonora diferente..."

Alan Luvarth abril 17, 2026 7 min read

Formado em 2014 por Victor Prospero e Willian Marante o Sculpture teve seu primeiro trabalho lançado em 2018, porem algumas falhas de fábrica impediram a banda de divulgar o lançamento, e agora teve uma reedição deste trabalho muito bem feito, executando um Progressive Black Metal de altissímo nivel, vamos bater um papo com Willian Marante para sabermos mais sobre…

Como surgiu a idéia de formar o Sculpture?

Willian Marante – A idéia do Sculpture veio através de várias músicas ou fragmentos de músicas que eu tinha, às vezes eu gravava as idéias, às vezes escrevia no guitar pró, às vezes fazia vídeos com tablatura, então eu ia compondo e armazenando e catalogando idéias.
Como eu ia compondo sozinho ainda, eu escrevia as partes para 2, 3 guitarras, baixo, bateria e como não tinha como gravar voz, nunca gravava voz. Sempre fazia essas músicas ou fragmentos, de forma instrumental e algumas dessas músicas, quando eu ia tentar encaixar ela em alguma banda que eu toquei (Obscure Mind, Thou Supreme Art, Lost Graveyard), ou projeto one man band (Infernalium) quando ia encaixar o vocal, algumas delas eu não gostava como soava com vocal, preferia as versões dela instrumental mesmo. Então isso ficou na minha cabeça, que algumas músicas, talvez seria melhor deixar elas instrumentais mesmo.
Essas músicas e fragmentos ficaram guardadas por anos. Um dia, conversando com o Victor, eu comentei com ele que tinha idéia de fazer um projeto instrumental de metal extremo, black metal e mandei pra ele algumas idéias. Nessa época o projeto não tinha nem nome. Ele ouviu e gostou muito, aí ele me deu duas opções, ou eu mesmo gravava tudo em casa e ele me ensinaria a eu gravar e produzir o som em casa, ou ele gravaria o baixo e faríamos a produção toda no home studio dele. Na hora eu respondi que a segunda opção, já que ele já estava produzindo algumas bandas e manjava bastante dessa parte, além de ele ser um dos melhores baixistas que eu já vi no metal extremo underground.

 

Qual a fonte inspiradora para um trabalho extremo totalmente instrumental?

Willian Marante – De fato, não teve nenhuma fonte inspiradora mesmo. Foi realmente porque apesar de eu fazer vocal em algumas bandas que já toquei, nunca gostei de cantar. Só gostava mesmo era de tocar guitarra. Eu também, não gostava muito de como meu vocal soava e só fazia pela necessidade de cada situação. Então foi mais por uma deficiência da minha parte, nessa parte do vocal, do que uma inspiração externa. Também não foi algo para massagear nosso ego, fazer malabarismos no instrumento e nos afirmar como músicos, foi realmente por não gostar de como algumas daquelas músicas estavam soando com vocal, daí veio a idéia do instrumental. Apenas isso mesmo.

 

Vocês já participaram de outras bandas como: Absyde, Justabeli, Obscure Mind, Thou Supreme Art… O que é para vocês mais desafiador e prazeroso, criar músicas instrumentais ou músicas com letras?

Willian Marante – Então, no começo do Sculpture, foi mais desafiador compor de forma instrumental. Algumas daquelas ideias que eu tinha guardadas, elas até eram boas idéias, mas elas tinham estrutura de música com vocal e letras. Por exemplo, Intro / Verso 1 / Verso 2 / Ponte / Refrão e repete. Nós meio que já tínhamos fechado duas músicas quando percebemos isso. Então nós voltamos do começo e refizemos as músicas tentando pensar nelas como uma história com começo, meio e fim. Do ponto A ao ponto B.
Você pode perceber que os riffs das músicas do Sculpture, praticamente não se repetem. Então nós reorganizamos as músicas iniciais para esse conceito/fórmula e não mais com estrutura de música com voz e letra. Deletamos praticamente metade do que estava pronto e refizemos com esse novo direcionamento, e dali pra frente foi essa “fórmula” que usamos nas outras músicas que fomos compondo juntos.

 

To Another Place teve seu primeiro lançamento em 2018, porém teve pouca repercussão e divulgação e nesse relançamento soa como se fosse um álbum inédito, conte-nos sobre o primeiro lançamento?

Willian Marante – Sim, nós tivemos esse primeiro Lançamento do To Another Place, no ano de 2018 pela Hammer of Damnation. O CD foi lançado num formato luxuoso, em digipack, com slipcase, encarte e formato diferenciado. Toda a arte gráfica ficou muito bonita, mas infelizmente tivemos um problema com as mídias e a grande maioria deles não funcionava ou parava de funcionar. Então a Hammer interrompeu as vendas, não conseguiu um acordo com a fábrica e eles não refizeram as mídias. Então as vendas e trocas foram suspensas e hoje esse primeiro lançamento está fora de catálogo. Eu mesmo tenho uma só cópia, mas ela não funciona. Uma pena.
Mas felizmente conseguimos fazer esse relançamento, que praticamente é o verdadeiro lançamento (já que o de 2018 está fora de catálogo e quem tem a maioria não funciona) pela Union of Black Labels que fez um excelente trabalho também nessa versão com Obi e tudo mais.

 

To Another Place é um material muito bem trabalhado e cheio de camadas musicais, como descreveria essa obra?

Willian Marante – Nossa, que pergunta difícil. Não saberia muito bem descrever. Nós chamamos de metal extremo instrumental, porque tem muitos elementos de vários estilos de metal que nós curtimos e somos fãs.
Eu vou copiar dois trechos de nosso release, feito por nosso grande amigo Claudio Higa (RIP), ele com sua habilidade com as palavras e sensibilidade, soube muito melhor que nós, traduzir nosso som em palavras.
” A música do Sculpture provoca em cada ouvinte uma experiência sonora diferente, permite a cada um sentir o som de acordo com seu estado de espírito, bagagem musical e vivência”
“Cada tema é trabalhado e lapidado sem o imediatismo que caracteriza os tempos atuais, cada som é construído à semelhança do escultor que molda sua peça, experimentando texturas, compondo cada elemento da música.

 

A banda trabalha como um Duo, você Willian M. e Victor Próspero como é trabalhar e compor como duo?

Willian Marante – Super tranquilo, trabalhar com o Victor é a coisa mais fácil e tranquila possível. Tudo é feito de forma muito objetiva e simples.
Ele é um grande amigo meu, é um músico e produtor muito acima da média e um dos caras mais gente fina que já conheci.
Soma isso ao fato de nosso gosto musical ser bem parecido, nossas idéias também tem um direcionamento bem semelhante, então realmente quase não temos ponto de divergência.
Eu chego com alguns riffs iniciais e ele vai me guiando, vindo com outras ideias, com outras abordagens e juntos a gente vai montando o som, parte por parte
Vamos testando, testando e testando até acharmos que aquela parte está 100% da maneira que queremos, só aí seguimos pro próximo riff. Depois ouvimos por vários dias o que fizemos, passamos um pente fino, refazemos os pontos a serem melhorados e assim vai. É trabalhoso e demorado pra fecharmos um som, mas é muito prazeroso mesmo.

 

O Sculpture pretende trabalhar futuramente em novos trabalhos, qual o planejamento da banda?

Willian Marante – Sim, pretendemos sim, temos alguns sons em estágio bem avançados de composição, vários fragmentos de músicas. Recentemente em 2025, lançamos o single Crossing the Shine of Earendel, vocês podem ouvir ele no Spotify e no nosso canal do Youtube.
Agora um novo lançamento, não temos previsão, nós fazemos as coisas quando conseguimos um tempo, quando dá.
Sem muita pressão ou planejamento, quando ficar pronto, ficou

 

Mesmo sendo um álbum instrumental, sentimos uma temática musical e um sentimento muito intenso nas canções, quais são as viagens por esses climas temáticos musicais?

Willian Marante – No decorrer da composição do álbum, eu fui sentido que aquelas paisagens sonoras me remetiam a algo do cosmos, cosmologia, astronomia e mistérios do espaço, esse tipo de temática, então toda a arte conceitual e nomes de músicas vem desses tipos de assuntos e referências.

O Sculpture pretende algum dia trabalhar com mais integrantes a ponto de fazerem shows?

Willian Marante – Não é nossa intenção trabalhar com novos integrantes, tudo é tão fácil e simples só com nós dois, não vemos muito porque incluir outras pessoas em algo que está dando tão certo.
Nós já chegamos a fazer 2 shows, um como lançamento do digipack em 2018 e outro como uma das bandas de abertura para o Masters Hammer.
Para esses shows, nós precisamos de mais um guitarrista e um baterista e dois grandes amigos nossos (Andry e Ernane), aos quais temos eterna gratidão, aceitaram e fizeram um trabalho excelente, foram dois shows dos quais temos muito orgulho.
Mas sendo bem sincero, acho que as chances de fazermos novos shows são muito remotas, por diversos motivos de ordem pessoal.

 

Deixe as palavras finais para todos os admiradores do trabalho do Sculpture…

Willian Marante – Gostaria de agradecer a todos aqueles que tiraram um tempo pra ouvir nosso trabalho. Os reviews, comentários e feedback que tivemos foram muito, muito acima do nosso esperado.
No decorrer das composições, nós chegamos a pensar que ninguém ia entender nossa viagem e que iríamos tomar pedrada de todo lado.
Para nossa surpresa, foi o oposto disso.
Espero que curtam esse reLANÇAMENTO e espero que curtam os novos sons.
Uma hora acho sai.

Alan Luvarth

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Tags: lucifer rex extreme portal lucifer rex magazine luciferrex luciferrex.webzine Progressive Black metal sculpture

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