As maldições implantadas em terras nordestinas, transformam o cenário do Metal Extremo dessa região do Brasil, uns dos mais diabólicos e malditos do país. Em meio a certas dificuldades e reconhecimento, passando por cima de tretas, muitas vezes disfarçando orgulho e presunção, mesmo assim, a região é dominada por seres ruins e perversos, que propagam a música do diabo para aqueles que tem ouvidos para ouvir… ouvir música profana e doentia.
SVLFUR vem do Estado de Sergipe, que sempre teve seus representantes, tanto no Death Metal, Doom Metal e particularmente Black Metal. Formado em 2016, “Diabolic Ritual Of Steel” é o terceiro EP do grupo, material este nos enviado pela Gospel Below Records.
Logo de cara nos chama atenção a arte de capa feita por Darkpen 666 com várias referências do Metal que você percebe imediatamente. Isso é apenas o inicio do chamado do abismo.
As chagas são abertas a partir do primeiro ato chamado ‘Diabolic Ritual of Steel’ que da nome a este EP. A entidade SVLFVR apresenta sua bestialidade e ode aos anos 80, me lembrando o Slayer antigo e satânico além de Possessed, Hellhammer e cia. Aquele som cru, primitivo e visceral liderado pela garganta do diabo, C.D.V. As baquetas gravadas por Induxdivato Pretor acompanham esse clima hostil com riffs que homenageiam a velha escola, manipulando o caminho deste trabalho forjado com fogo, aço e enxofre. Passamos para o segundo ato de nome ‘Sulphuric Motor Machine‘ com a ira que vigora, com o ódio que alimenta. Sobre o comando de satanás, apresentam um Black Thrash veloz e furioso com passagens cadenciadas lembrando o grande Venom, tendo a participação especial, nos vômitos, de Carnifex Flagellum Christus da Osculum Obscenum e Antichrist Hooligans.
Em ‘Abyssal Calling’, as quatro cordas de profanação diabólica sobre o comando de A.S.V. juntamente com as bases de NHSH (grande referência a arte do To Mega Therion na foto de encarte), traz uma composição ríspida, tosca e maquiavélica. Uma pancada atrás da outra para infernizar a vida dos cordeiros, onde se estende para próxima faixa, ‘Satanic Pride‘, dando continuidade aos caos, ceifando os fracos e cuspindo nos falsos ídolos. Com variações entre passagens mais rápidas e outras cadenciadas, a proposta está nítida e firmada, estruturada nos primórdios do Metal Extremo. Chegando forte e potente temos a faixa ‘Omnipresent, Omnipotent andd Omniscient’ onde ninguém escapa da potência da lâmina do senhor da foice, nem dos riffs mortais que trazem medo e desespero.
A bestialidade musical tem seu fim na faixa ‘Bestial Lust’ numa variação de sonora pancadaria, riffs cortantes e cadenciamento num mix de Black Metal e aquele velho Thrash Metal, empolgante e que nos faz bater cabeça! Selvageria pura e sem compaixão.
Aviso importante: “Ovelhas vestidas de lobos, cuidado, este é território inimigo!”




