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VEUMOR – Do Doom Metal ao Rock’n’Roll Obscuro

Hioderman ZArtan outubro 3, 2025 9 min read

E aí meu amigo Janio Vox! Mah, esta é mais uma curiosidade partícula mesmo, o fato da nomenclatura VEUMOR não ter um significado em português/não ser reconhecido em e ser tratado (na pesquisa) com uma junção de silabas ou uma alusão distante de referência ao “memento mori” ou “holodomor”, pensando assim, ainda há a junção do 777 ao nome (que poucos percebem no logo).

Saudações meu nobre amigo, ZArtan! Satisfação de estar aqui nesse bate papo. Desde já, agradeço a oportunidade de esclarecer com profundidade as particularidades dessa nomenclatura.

A princípio usei o 777 junto ao nome pra denotar uma certa transcendência pelos significados universais do número 7. E como eram apenas 3 integrantes ficou aquela coisa de cada 7 simbolizar um indivíduo. Sendo o nome um jogo de palavras Véu + Mor de Morte = Véu da Morte. Exalta de maneira velada e filosófica o “momento mori” dos estoicos. É uma reflexão intensa sobre a morte e o grande respeito por ela. De como mesmo dolorosa, é também o grande alívio da angústia existencialista, “de onde viemos, porque estamos aqui e para onde vamos”. Ou se acredita no pós-morte como além-mundo, ou se conforma com o fim. A vida é uma tensão causando infinitas dúvidas sobre a morte, a morte se mantém velada, mas causa esperança. E falando em Holodomor, mesmo que não seja a referência. Mas é um importante ponto de reflexão sobre as desgraças da vida, que levam a morte. Entretanto, acabamos tirando 777 do nome pra simplificar o entendimento.

 

O primeiro full da banda foi o Insula Morgue, de 2017, este que pra mim trouxe uma grata surpresa, com a assim digamos, salada de riffs e diversificações de arpejos, de 2017 pra cá, o que o Insula Morgue ainda lhes oferece? Digo, quais foram as mudanças e dificuldades para o lançamento na época e que hoje trazem de experiencia?

O Insula Morgue foi um álbum gravado junto a ideias de um produtor. (Nelson Gracia) Se tornou uma grande escola pra mim. A partir dali percebi que tinha uma receita pra organizar músicas e letras antigas, bem como composições novas.  O que ainda temos na essência do Insula Morgue é aquele clima Rock N Roll que sangra em euforia. O aprendizado que fica é o de explorar mais arranjos e bases e menos solos. Para o lançamento tivemos promessas de lançamento por alguns selos, o que não concretizou. Então resolvemos fazer de forma independente mas em parceria com a Anaites Records. Assim, todo o processo de capa ficou por conta de Zartan, rsrsrs, (esse que me entrevista). Mas sinceramente, considero o álbum algo incompreendido pelos próprios compositores. Foi tudo muito detalhado. É um trabalho que não sinto como o primeiro. Parece que o começo estar mais para os 2 últimos eps digitais, “Quando a Morte Cumpre seu Dever” e “O Apodreça Em Paz”.

 

Eu tenho essa mesma sensação com trabalhos que realizo, aliás, até uma letra de música se eu revisar eu a altero em algo, idem as artes (lembra que a capa/encarte do Insula eu mudei, rs), mas não vejo isso como problema ou perfeccionismo, mas sim que “tudo se constrói com uma virgula ou com um segundo olhar”, pensando desta forma, há uma possibilidade de uma versão mais, assim digamos, encorpada de Insula Morgue para um futuro próximo? Faltou uma edição em tape e em vinil né.

Seria muito bom. Fazer uma segunda versão. Apenas chegar ao estúdio e apertar o rec e começar a gravar um versão direta das músicas ao vivo, no formato Power Trio. É meu sonho lançar uma edição em vinil. Porém mais minimalista. Apenas capa. Uma folha branca com as letras e etc.

 

Como foi a concepção na época para gravar a versão para “Vida Macabra” da até então SAGRADO INFERNO (que voltou à ativa recente, lançando já um full).

Foi ideia do Baixista, o que achei o máximo quando começamos a ver o resultado. Foi uma questão mais experimental. Tanto que nunca tivemos intenção de tocar ao vivo. Pra falar a verdade. Passei a conhecer SAGRADO INFERNO, fazendo esse tributo. O tributo envolvia gravar músicas das pioneiras do Metal daqui de BH, o projeto Bluephased. Nesse mesmo projeto faço vocais para Orgies of Flies (Sarcófago) e Vanishing the Haze (Mutilator). Mas a gente se entregou tanto no feeling da música que resolvemos colocá-la como bônus track no álbum Insula Morgue.

 

O material recente da banda é o ep/digital “Apodreça em Paz”, que traz um Veumor bem mais encorpado, mesmo assim com a mesma essência, nitidamente mais cheio de inspirações de inscritos antigos unido ao sarcasmo habitual.

Exatamente! A idéia é deixar bem mais antigo. Mais denso, ainda Rock N roll, mas menos Hard rock. E com a levada tradicional que o metal sempre teve. Porém, com um sério culto ao Doom Metal.

 

Outro ponto que vale destacar, o Veumor faz um som calcado no doom e no rock n’roll, e já é desde o início da banda, hoje é estilo é denominado pela midia como “Avantgard”. O mais engraçado nisso (ao meu ver) é que é o mesmo “Post-Rock”, a questão de estilos e sub estilos, assim digamos remediados (renovado pela midia) os incomoda em algo, digo, cada um ouve a musica e assimila a um estilo, os mais velhos ao saudosismo e os mais novos ao que esta em alta.

Apesar de a “Vanguarda” estar associada a ousadia e experimentalismos rompendo com as tradições. Reconheço nisso algo de clássico em si. O que estar a frente, que lidera, que deu início à marcha. Vejo assim o Celtic Frost,  o Venom o Pentagram, Reverend Bizarre… Longe dos modernismos mas sempre atuais.

 

Comente acerca do processo de gravação do video/single “O dia dos Mortos”. Me lembrou muito os escritos de James O.Bar.

Falando primeiro da letra. Que é uma grande homenagem “religiosa” ao clima de conscientização coletiva que os rituais mortuários trazem. Todos são iguais perante essa sensação. Existem caixões simples, outros luxuosos. Mas naquele momento a desilusão é a mesma. Alguns com esperança de pós-morte, outros conformados com o fim. Mas ninguém tem a resposta. Essa música deveria se chamar Dia dos Finados. Foi feita pra homenagear esse feriado. Me baseei na comunhão que as pessoas fazem para visitas ao cemitério. E alonguei falando sobre um clima de velório. O processo de gravação foi fácil. Tudo feito no mesmo estúdio, tanto a música, como o vídeo. A ideia era bem simples. Um clima fantasmagórico, com um ritual fúnebre. Uma homenagem de respeito à morte, essa essência incógnita que nos levará em breve…

 

A atual formação hoje está fixa, digo, como andam os ensaios? É sabido que há preparos para um possivel sucessor do Insula Morgue?

A atual formação permanece comigo e o Baterista da formação original. Porém, o primeiro baixista (Marlon Martins) apenas gravou o disco Insula morgue. Em seguida entrou o Rafa El Bass. Que gravou todos os materiais depois do Insula Morgue. Recentemente não vi mais necessidade de continuar com uma segunda guitarra. Atualmente somos 3. Eu na guitarra, Rafa no Baixo e Dedezito Cavaliere na bateria.

E com toda certeza, há preparos para um sucessor do Insula Morgue. Fazer um lançamento físico. Com as músicas todas em formato de pistas em mix e Master. Mas antes, ainda tenho algumas músicas pra fechar a trilogia de demos/eps digitais. O que já consta com capa. Irá formar um enunciado essa trilogia: “Quando a Morte Cumpre seu Dever/ Apodreça Em paz/Na Transmutação”.

 

Sempre comento isto com alguns amigos, que este formato de single para divulgar um futuro é muito vindouro, pois mostra a banda em constante fase de criatividade, mas o que mais vejo são bandas soltando logo o full completo na plataforma/streaming (ne.: não sou contra plataformas), de alguma forma (ao meu bel ver) isso atrapalha, ainda mais em tempos de 15 segundos de tela por conteudo.

É importante prestar atenção nisso. Pra evitar frustrações. Gravar uma música de cada vez, se ganha tempo pra organizar e ter a grana pra custear. Eu escolhi começar fazer demos pra visualizar melhor a pré-produção das músicas. Ir entendendo a atmosfera pra na hora certa selecionar as músicas para um full de pistas.

 

Essa não sei se você vai lembrar, mas vou repetir a pergunta a ti. Qual disco você usaria para tapar uma goteira no telhado?

Eu lembro que nas antigas escutando som com os amigos. Tinha muita coisa superestimada. Uma dessas coisas era o Mayhem. Mas o Vocal de Dead eu gostava, acho bom aquele ao vivo. Mas o full, “Mistérios de um Satanás” ah sim, aquele sim usaria pra tapar uma goteira. Vocal horrível daquele Átila. Som fritando, ruim demais.

 

No mundo atual onde uma simples opinião pode virar uma guerra de egos ou midia errada, qual a sua preocupação na hora de criar as letras/músicas?

Eu tô empenhando em falar mais sobre literatura, filosofia, às vezes com visões políticas nas letras também. Mas nunca tive problemas, a não ser com os evangélicos. Mas isso passou rápido. Rsrsrs. E se as letras causarem, que bom!

 

Teve uma época que se você passasse ao lado de um crente e essa pessoa te julgasse, excomungasse era o sinal de que estava indo no caminho certo, o “causar impacto na religião” (rs), mas hoje em dia isso é algo tão raro de se acontecer, nem as capas mais blasfemas causam impacto, vocês atribuem isso à modernidade e as redes sociais ou a humanidade abriu os braços pra coisas piores (rs)?

Os crentes estão menos supersticiosos. E ao mesmo tempo mais fanáticos com política. Vide a massificação e militância neopentecostal. A questão da “blasfêmia” sempre foi infantil assim como o imaginário religioso. Mexer com as imagens de líderes religiosos surtirá mais efeito do que ficar insistindo em imagens de Cristo sendo Torturando ou molestado.

 

Como estão as apresentações da Veumor? Aliás, na pandemia acho que lembro de vocês em um programa desses de lives show. Qual o parecer de vocês de lives e de ao vivo (não ria do trocadilho, foi intencional)?

Temos nos apresentado pouco. A última vez foi no 5.4 Bar. Um lugar que deu muitas oportunidades para o underground. Sinceramente, a pandemia foi nosso melhor momento. Rsrs gravamos lirics vídeos, vídeos para as lives, o clipe O Dia dos Mortos e também o single Shadows. As lives podem ser muito interessantes se gravadas com um bom equipamento de filmagem e som.  No entanto, essas lives de programas são na verdade um sessão de clipes com apresentadores. Shows ao vivo a gente não tem se esforçado muito pra tocar. Mas estamos sempre abertos a agendar datas para shows. Tivemos alguns convites mas sempre em cima da hora. Aí ficava difícil a gente alinhar as datas entre os membros.

 

Bom, por essa é tudo “pê-pê-pêssoal” (rs), meu amigo Jânio, agradeço imensamente o tempo cedido para responder meus questionamentos, desejo supremas vitórias aos teus trabalhos e deixo este espaço para algo mais que desejes realatar. Stay Matal!

Cara, eu que agradeço pela consideração e profundidade das perguntas. Desejo o mesmo a ti.  Com toda essa gama de questões. Não me resta muito a continuar dizendo. Rs foda demais essa entrevista!! Continuemos aí firmes no underground!!

 

CONTATOS:

 veumormetalrock@gmail.com

SPOTIFY: @veumor

BANDCAMP: https://veumor1.bandcamp.com/

FACEBOOK: @veumor777

INSTAGRAM: @veumorband

 

Hioderman ZArtan

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Tags: Atmosferic Doom Metal insula morgue old doom metal veumor

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