
Mortem Artaten foi formado em 2019 e prova que a nova geração veio para dar continuidade ao cenário da música extrema, executando um Raw Black Metal e trabalhando em seu novo material a banda vem fazendo um ótimo trabalho dentro da cena do metal extremo, vamos conversar com o Guitarrista Necropuppte.
Como e quando surgiu a idéia de montar o Mortem Aetaten?
Necropuppet – Eu Necropuppet desde pequeno eu estudava música e ouvia Black Metal em material físico sobre a influência do meu avô, passávamos horas escutando os Vinis no porão dele, eu também sempre busquei sonoridade crua, mórbida e misantropo estilo 2 onda, então que surgiu a ideia de criar uma Horda de Raw Black Metal e estamos aí desde 2019 na estrada fazendo um RAW Black Metal Raiz.
Conte-nos sobre as principais influências musicais da banda?
Necropuppet – Temos muita influência da cena norueguesa dos anos 90 e do início de bandas brasileiras como Sepultura, Sarcófago e Mystifier, para o novo álbum que estamos gravando estamos expandindo essas influências para algo mais atmosférico, agressivo e soturno pegando influências de bandas como Vulthum, Marduk e Dark Funeral. Nosso objetivo é sempre juntar diferentes influências que cada membro traz e fazer algo original a partir disso.
O Mortem Aetaten é uma banda de jovens músicos, praticamente formada na era das músicas digitais, qual a opinião da banda a respeito das mídias musicais digitais e físicas?
Necropuppet – De fato o digital dominou o mudo da música em vários gêneros e achamos que é importante para uma banda jovem investir nesse meio, mas o metal extremo felizmente ainda é um meio em que a mídia física de materiais musicais e zines ainda é muito presente principalmente entre os fãs mais velhos que acabam influenciando os mais jovens a colecionar cds e vinis. Por isso uma das nossas prioridades esse ano é lançar o Álbum “Blood Moon” nas plataformas digitais junto com a mídia física dele e de nossos outros álbuns ainda esse ano.
Como a banda vê a nossa atual cena underground?
Necropuppet – Vemos ela muito prolífica com bandas extremamente competentes surgindo e jovens começando a se interessar por essa cena, o que naturalmente deixa ela mais viva. Mas é necessário que os mais jovens se interessem de verdade pelo underground e busquem se aprofundar nesse meio para manter a chama do metal negro sempre acesa. Não adianta termos quantidade quando a maioria são posers.
A cena está envelhecendo, e atualmente sentimos uma grande satisfação de ver músicos novos erguendo a bandeira da música extrema, qual seu ponto de vista sobre essa nova geração para o futuro?
Necropuppet – Muitas pessoas já disseram para nós após os shows que é bom ver que jovens como nós conseguem fazer um som que respeita as origens do black metal ao mesmo tempo que traz um toque original e novo. Mas uma coisa que percebemos é que a maioria dos mais velhos fica com o pé atrás quando vê um jovem no rolê tocando ou frequentando os picos, eu diria que a única crítica que temos a cena é que o público tem que dar mais chances a bandas jovens, pois existem muitas delas surgindo hoje em dia que merecem atenção e que estão se provando dignas de levar as ideias e atitude do underground adiante.
E eventos atuais, como andam as agendas, há algum evento onde foi mais marcante para a banda?
Necropuppet – Atualmente a banda está focada nas gravações do álbum “Blood Moon”com o único show confirmado no momento sendo em 2027 no Satanic Hellbangers Festival IV em Belo Horizonte. Nossos shows mais marcantes inclusive foram nessa cidade, o público mineiro é realmente ávido pelo metal extremo e muito receptivo a bandas de fora. Sempre que temos a oportunidade de voltar e tocar lá gostamos de aproveitar o máximo possível.
A banda está trabalhando firme em seu novo trabalho, conte-nos as novidades desse trabalho?
Necropuppet – Estamos dando foco total nas gravações do álbum “Blood Moon”. Nosso baterista, Fear, está liderando a produção, estamos atentos aos mínimos detalhes para entregar um trabalho mais memorável que o primeiro álbum de estúdio “Diabolical Rapture” com um som ainda mais brutal, sombrio e digno do rótulo de Raw Black Metal.
Conte sobre a temática da banda, quem está à frente dos temas?
Necropuppet – Hellscape, o vocalista, está à frente dos temas e das letras. No primeiro álbum as principais temáticas foram satanismo, violência e morte. Para o próximo álbum também estamos abordando esses temas, mas trazendo uma visão mais profunda e ampla e puxando para a misantropia, pessimismo e tentando trazer uma uma visão sobre a força para enfrentar o mudo sozinho. Uma música que queremos dar destaque é uma homenagem para nosso antigo baterista, Necromancius apocalypticus, que faleceu em janeiro de 2026.
Onde o Mortem Aetatem pretende chegar, o que vocês gostariam de fazer que seria o ápice para todos da banda?
Necropuppet – Nosso objetivo é nos tornarmos uma banda tão prestigiada e consolidada quanto os principais nomes do metal extremo brasileiro como Mystifyer, Crypta, Krisiun e o Sarcófago em seu início. Queremos ter um nome forte na cena e deixar nossa marca.
Deixo com você a mensagem final para todos aqueles que conhecem o trabalho do Mortem Aetatem…
Necropuppet – Mantenham sempre a chama do metal negro acesa. Apoiem o metal nacional. Hail Satan!
open.spotify.com/intl-pt/artist/3tFAqDd1nLnAH636C179ZX?si=sNM-AgSg
Membros:
Hellscape – Vocal
NecroPuppeT – Guitar
Crawler – Baixista
Fear – Baterista



