Entre o anonimato, o ritual e a construção de arquétipos no underground extremo – Como máscaras, sigilos e personificações ritualísticas transformaram a identidade visual do Black Metal em uma forma de transcendência estética e espiritual.

A expressão individual sempre foi um dos pilares fundamentais do Black Metal. Desde os primeiros dias de bandas brasileiras como Sarcófago e, posteriormente, de grupos baianos como Mystifier, Necrolust e Crucificator, até mesmo bandas que seguiam uma proposta não necessariamente vinculada ao Death/Black Metal, como o Gorenoise, cujo vocalista também utilizava corpse paint sem a tradicional base branca, observamos a presença constante dessa forma de expressão visual. Nesse contexto, é possível incluir todos esses nomes como parte de uma mesma tradição estética. Da mesma forma, inúmeras outras bandas espalhadas pelo Brasil seguiram o horizonte aberto pelo Sarcófago, e a lista seria praticamente infinita.
Paralelamente ao desenvolvimento da segunda onda norueguesa, que consolidou o contraste entre o branco e o preto como marca registrada do corpse paint, o gênero construiu uma iconografia própria baseada nessa ideia primordial, incorporando vestimentas ritualísticas, armaduras, couro, pregos e símbolos que extrapolavam a música para criar uma experiência estética completa. Contudo, ao longo dos anos, diversas bandas encontraram nas máscaras um instrumento ainda mais poderoso para ampliar o mistério, reforçar conceitos e transformar seus integrantes em entidades quase mitológicas. Esse “tempo” a que me refiro não está tão distante; pelo contrário, trata-se de um fenômeno muito mais próximo de nós do que poderia parecer nos idos dos anos noventa ou mesmo durante a primeira década do século XXI.
As máscaras podem servir como ocultação da identidade, extensão artística, manifestação ritualística ou simplesmente como representação visual de uma ideia maior do que o próprio indivíduo. No underground extremo, onde a arte frequentemente se sobrepõe ao ego, elas funcionam como portais simbólicos entre o músico e sua criação.
Nesta primeira parte da série, mergulho em algumas bandas que utilizaram máscaras não apenas como acessório, mas como parte essencial de sua identidade artística. Digo “primeira parte” porque ainda nutro o desejo de continuar explorando esse tipo de expressão, ampliando a discussão futuramente para o próprio corpse paint em outros artigos. Talvez o caminho mais lógico fosse começar justamente por ele, mas não costumo ser tão cartesiano. Desta vez, decidi inverter a ordem. Afinal, as máscaras são ainda mais intrigantes e possuem a capacidade de transformar o músico ou artista em algo além de uma pessoa: uma sombra, uma entidade, uma presença que habita o espaço entre o visível e o oculto.
1 PORTAL – Os Carrascos do Pesadelo Cósmico
Poucas bandas conseguiram transformar sua estética visual em algo tão perturbador quanto os australianos do PORTAL. Mais do que simplesmente esconder os rostos, o grupo construiu personagens completos, verdadeiras manifestações de um universo grotesco e dissonante que dialoga perfeitamente com sua música. Suas vestes remetem a executores, sacerdotes decadentes e figuras saídas de pesadelos vitorianos.
O vocalista, conhecido como The Curator, tornou-se uma figura icônica justamente por utilizar máscaras e adereços diferentes de acordo com os conceitos explorados em cada álbum. Entre suas aparições mais memoráveis estão a máscara em forma de relógio, figuras espectrais e estruturas que desafiam qualquer interpretação imediata.
A concepção visual foi desenvolvida por The Curator e pelo guitarrista Horror Illogium, inspirada tanto pela moda da década de 1920 quanto pelas imagens criadas pelo lendário ator Lon Chaney Sr., mestre das caracterizações do cinema mudo. Segundo Horror Illogium, o objetivo nunca foi simplesmente permanecer anônimo:
“O anonimato nunca foi nosso modus operandi. Trata-se da sensação de sujeição. Os figurinos e os nomes artísticos servem como recipientes para nossa fuga.”
Essa declaração sintetiza perfeitamente a filosofia do PORTAL. A máscara não esconde; ela transporta.
2 AYYUR – Máscaras de Cartago e o Eco dos Antigos Mistérios
O duo tunisiano AYYUR utiliza máscaras de maneira completamente distinta. Aqui não existe uma preocupação central com o anonimato. Afinal, muitos fãs já conhecem a trajetória dos músicos envolvidos. O foco está na recuperação de elementos ancestrais da cultura norte-africana.
As máscaras utilizadas pela banda são inspiradas em artefatos cartagineses associados a antigos rituais realizados na região da antiga Cartago. Esses objetos arqueológicos sobreviveram ao tempo como testemunhos silenciosos de uma civilização destruída e posteriormente amaldiçoada pela narrativa dos conquistadores romanos.
Ao incorporar essas máscaras à sua estética, o AYYUR cria uma ligação direta entre Black Metal e patrimônio histórico, transformando a performance musical em um ato de evocação cultural. O resultado é uma identidade visual rara dentro do gênero: profundamente regional, arqueológica e espiritual.
3 AARA – O Véu Veneziano Sobre os Alpes
A Suíça possui uma longa tradição ligada ao uso de máscaras, especialmente em festividades e manifestações culturais antigas. Entretanto, os músicos do AARA optaram por um caminho diferente.
Vestidos com longos mantos vermelhos e utilizando requintadas máscaras venezianas, o grupo constrói uma atmosfera simultaneamente aristocrática e melancólica, perfeitamente alinhada ao caráter contemplativo de seu Black Metal atmosférico.
O contraste entre o ambiente alpino e a estética inspirada nos bailes mascarados da Europa renascentista cria uma identidade visual singular, carregada de simbolismo. Em entrevista ao Aristocrazia Webzine, Berg, principal compositor da banda, explicou:
“O foco do Aara não está necessariamente no anonimato ou no segredo. Faz sentido separar as coisas. Aara não trata de nós como indivíduos que precisam aparecer, mas dos conceitos e da música que desejamos expressar.”
Essa visão reflete uma tendência crescente dentro do Black Metal contemporâneo: a substituição do culto à personalidade pela centralidade da obra.
4 IMPERIAL TRIUMPHANT – Máscaras Douradas para uma Nova Babilônia
Se existe uma banda capaz de unir Art Déco, futurismo decadente e Black/Death Metal dissonante em uma única identidade visual, essa banda é o Imperial Triumphant. Suas máscaras douradas, criadas pelo artista Andrew Tremblay, transcendem a simples função estética. Elas representam um imaginário que mistura antiguidade, modernidade e mitologia.
Diversas entrevistas da banda associam essas figuras ao arquétipo do Touro Dourado e ao simbolismo solar ligado a Apolo, o deus da luz.
As máscaras criam uma estranha dualidade: ao mesmo tempo em que evocam uma civilização perdida, também parecem representar um futuro pós-humano, onde o indivíduo desaparece diante das estruturas monumentais da cidade moderna. No universo do Imperial Triumphant, o ouro não simboliza riqueza, mas decadência.
5 Pénitence Onirique – O Espelho e a Transcendência
Os franceses do Pénitence Onirique desenvolveram uma das evoluções visuais mais interessantes do Black Metal moderno. Durante o período do álbum “V.I.T.R.I.O.L.” (2016–2019), quando a banda atuava principalmente como um duo, os músicos utilizavam máscaras espelhadas.
A escolha possuía um significado profundamente filosófico. Em entrevista ao Guitariste Metal, o guitarrista Bellovesos explicou que o objetivo era provocar uma reflexão sobre a percepção, a identidade e a maneira como projetamos nossas interpretações sobre o mundo. Segundo ele:
“A imagem torna-se relativa quando associada à cultura, à educação e às emoções. Refinamos o aspecto visual para que cada pessoa pudesse projetar sua própria personalidade sobre ele.”
Em outras palavras, as máscaras funcionavam literalmente como espelhos da consciência do observador. Com o lançamento de “Vestige”, em 2019, a banda iniciou uma nova fase. A entrada de novos integrantes trouxe também uma transformação estética. As máscaras espelhadas deram lugar a elaboradas máscaras douradas adornadas por chifres.
Esses novos elementos passaram a simbolizar uma jornada através do passado, do presente e do futuro, evocando tradições ancestrais e conceitos ligados à expansão da consciência.
6 MEPHORASH – A Máscara Como Instrumento de Transcendência
Se algumas bandas utilizam máscaras para reforçar conceitos estéticos, históricos ou filosóficos, os suecos do Mephorash elevam essa prática a uma dimensão ainda mais profunda. Em seu universo artístico, a máscara não funciona apenas como elemento visual ou ferramenta de anonimato; ela integra um sistema ritualístico completo no qual música, simbolismo, ocultismo e experiência espiritual tornam-se inseparáveis.
Durante entrevista concedida ao portal No Clean Singing em 2018, os integrantes Mishbar Bovmeph e Mashkelah M’Ralaa revelaram aspectos fundamentais da filosofia que sustenta a banda. Na ocasião, o grupo trabalhava naquele que viria a ser “Shem Ha Mephorash”, sucessor de 1557 – Rites of Nullification, obra considerada por muitos um dos trabalhos mais importantes do Black Metal ocultista da década. Segundo os músicos, o objetivo do Mephorash nunca foi simplesmente compor canções, mas traduzir experiências espirituais que escapam à linguagem comum. Como afirmou Mishbar Bovmeph: “Às vezes surge uma ideia, um conceito ou uma sensação que não pode ser explicada verbalmente. Com a música tentamos capturar esses sentimentos e expressar essas ideias espirituais.” Essa busca pelo indizível ajuda a compreender por que os elementos visuais da banda possuem tamanho peso dentro de sua proposta artística.
O palco do Mephorash não é concebido como um espaço de entretenimento convencional, mas como um ambiente ritualístico cuidadosamente construído, onde fogo, sigilos, figurinos cerimoniais e máscaras atuam como extensões naturais da música. Os integrantes chegaram a afirmar que não veem sentido em realizar determinadas apresentações sem todos os elementos que compõem a experiência completa do grupo, pois cada detalhe possui uma função específica dentro do conjunto. Essa visão encontra sua expressão máxima em 1557 – Rites of Nullification. De acordo com os músicos, cada faixa representa um ritual individual, enquanto o álbum inteiro constitui uma grande cerimônia dividida em etapas sucessivas. “Cada música de Rites of Nullification é um ritual. O álbum inteiro torna-se um único rito.” Tal abordagem aproxima o Mephorash das antigas tradições iniciáticas, nas quais música, palavra, símbolo e ação formam uma unidade inseparável.
Outro aspecto particularmente interessante surge quando a entrevista aborda os movimentos realizados pelo vocalista durante as apresentações. Questionado sobre seus gestos ritualísticos, Mashkelah M’Ralaa revelou que frequentemente entra em estados alterados de consciência durante os concertos. Em determinados momentos, descreve a sensação de observar a si próprio à distância, como se ocupasse simultaneamente os papéis de ator e espectador. “É como se você se tornasse um passageiro dentro do próprio corpo.” Essa experiência ganha uma dimensão ainda mais significativa quando associada ao uso das máscaras. Mishbar Bovmeph explica que, ao ocultar a identidade cotidiana, o músico consegue acessar um estado diferente de percepção: “Quando você mascara sua persona cotidiana, torna-se ainda mais poderoso. Ninguém sabe quem você é. Poderia ser qualquer pessoa.” Talvez esta seja uma das interpretações mais profundas sobre o uso de máscaras dentro do Black Metal contemporâneo, pois elas deixam de ser mecanismos de ocultação para se transformarem em instrumentos de dissolução do ego.
Os sigilos presentes nas apresentações seguem a mesma lógica. Inspirados nos trabalhos do ocultista sueco G. de Laval, colaborador próximo da banda e responsável por parte significativa das letras de Rites of Nullification, esses símbolos constituem uma extensão visual dos conceitos desenvolvidos na música. Ainda assim, os integrantes fazem questão de enfatizar que não pretendem doutrinar ou transmitir verdades absolutas. Para eles, o ocultismo deve ser compreendido como uma jornada individual, na qual cada pessoa encontra seus próprios significados e constrói suas próprias interpretações. A experiência espiritual, nesse contexto, não pode ser imposta, mas apenas vivenciada.
Ao observar a trajetória do Mephorash, percebo que a banda ocupa um lugar singular dentro desta discussão. Enquanto o PORTAL utiliza máscaras para materializar pesadelos cósmicos, o AYYUR busca conexão com a ancestralidade cartaginesa, o AARA explora o anonimato elegante dos bailes mascarados, o Imperial Triumphant constrói arquétipos monumentais de uma civilização decadente e o Pénitence Onirique investiga a percepção através do simbolismo visual, o Mephorash transforma a máscara em um verdadeiro instrumento de transcendência. Aqui, ela não serve apenas para esconder rostos, mas para abrir portais entre o homem e o símbolo, entre a performance e o ritual, entre a arte e aquilo que existe além dela.
Ao observar essas seis bandas, percebo que as máscaras dentro do Black Metal representam muito mais do que uma simples tentativa de ocultação. Elas são instrumentos de transformação. Se o corpse paint sempre funcionou como uma ruptura simbólica entre o indivíduo comum e sua manifestação artística, as máscaras elevam esse processo a outro patamar, permitindo a criação de arquétipos, entidades, sacerdotes, fantasmas, reis mortos e emissários de mundos imaginários.
No underground extremo, onde a arte frequentemente dialoga com o oculto, o ritual e a transcendência, esconder o rosto pode significar justamente o contrário: revelar algo muito mais profundo. Talvez seja essa a verdadeira função dessas máscaras. Não ocultar a identidade, mas libertá-la das limitações do cotidiano, permitindo que a obra fale com uma voz própria, situada em algum ponto entre a realidade, o mito e o abismo.
7 CULT OF FIRE – Máscaras, Arquétipos e a Dissolução da Individualidade
Se o Mephorash utiliza a máscara como instrumento de transcendência e o Portal a transforma em uma manifestação de pesadelos cósmicos, os tchecos do Cult of Fire ocupam uma posição singular dentro dessa discussão. Em seu caso, as máscaras e os elaborados adornos utilizados nos palcos não surgem apenas como elementos decorativos ou mecanismos de anonimato, mas como extensões naturais de uma proposta artística profundamente ligada ao simbolismo espiritual e à criação de atmosferas ritualísticas.
Desde os primeiros anos da banda, muitos ouvintes foram atraídos não apenas pela música, mas pela forte aura de mistério construída em torno de sua imagem. Diversos observadores destacaram justamente como os integrantes, utilizando impressionantes ornamentos de cabeça e figurinos incomuns, pareciam convidar o público para uma jornada rumo a paisagens espirituais desconhecidas, onde o sagrado, o profano e o onírico coexistem em um mesmo espaço simbólico. Essa percepção não é casual. A estética visual do Cult of Fire sempre funcionou em perfeita sintonia com sua música, criando uma experiência imersiva na qual som e imagem tornam-se inseparáveis.
A transformação visual da banda tornou-se ainda mais evidente durante o período de Mrityu Ka Tapsi Anudhyan (Ascetic Meditation of Death), quando o grupo abandonou grande parte das referências tradicionais ao ocultismo europeu para mergulhar na iconografia religiosa do subcontinente indiano. A partir desse momento, máscaras, pinturas, vestimentas cerimoniais e adornos inspirados em divindades e tradições orientais passaram a ocupar um papel central em sua identidade visual. O objetivo, porém, não parecia ser simplesmente representar personagens, mas criar arquétipos capazes de materializar os conceitos explorados nos álbuns.
Essa escolha dialoga diretamente com um aspecto recorrente nas análises da banda: a sensação de que sua música conduz o ouvinte a estados contemplativos e quase meditativos. Em muitas resenhas, o Cult of Fire é descrito como uma banda que produz experiências espirituais através do black metal, combinando agressividade, melodia e elementos ritualísticos em uma narrativa sonora voltada à transformação interior. Dentro desse contexto, as máscaras deixam de ser apenas objetos cênicos e passam a funcionar como instrumentos de transição entre o indivíduo comum e a entidade artística que ocupa o palco.
Ao contrário de grupos cuja utilização de máscaras está diretamente ligada ao anonimato, o Cult of Fire parece utilizá-las para reforçar a ideia de que a obra deve ocupar o centro da experiência. O foco não está nos músicos enquanto indivíduos, mas nos símbolos que representam. As figuras encarnadas durante as apresentações evocam sacerdotes, ascetas, divindades e mensageiros de realidades situadas além do cotidiano. O rosto humano desaparece para que o conceito se torne visível.
Essa abordagem aproxima a banda de uma tradição presente em diversas culturas religiosas, nas quais a máscara não esconde a identidade, mas permite sua transformação temporária. O indivíduo torna-se veículo para algo maior do que si mesmo. No caso do Cult of Fire, esse “algo maior” é uma visão artística construída a partir da espiritualidade, da contemplação da morte, da transcendência e da constante transformação da existência — temas que permeiam profundamente sua discografia.
Observando sua trajetória, percebo que o Cult of Fire representa uma das manifestações mais sofisticadas do uso de máscaras dentro do Black Metal contemporâneo. Enquanto algumas bandas as utilizam para ocultar rostos e outras para construir personagens específicos, os tchecos parecem empregá-las como portais simbólicos para estados de consciência distintos. A máscara não elimina a individualidade; ela a suspende momentaneamente para que a experiência ritual possa emergir.
Nesse sentido, o Cult of Fire reforça uma das conclusões centrais desta série: no Black Metal, a máscara raramente serve apenas para esconder. Em suas expressões mais profundas, ela funciona como um instrumento de metamorfose, permitindo que músicos e espectadores atravessem, ainda que por alguns instantes, a fronteira entre o humano e o mítico, entre a performance e o rito, entre a identidade cotidiana e aquilo que existe além dela.
Discografia essencial das bandas aqui citadas:
- PORTAL – Outre (2007)
- AYYUR – Balkarnin (2020)
- AARA – En Ergô Einai (2021)
- IMPERIAL TRIUMPHANT – Vile Luxury (2018)
- PÉNITENCE ONIRIQUE – V.I.T.R.I.O.L. (2016)
- MEPHORASH – 1557: Rites of Nullification (2015)
- CULT OF FIRE – Ascetic Meditation of Death (2013)
Esses álbuns representam, de forma particularmente clara, a relação entre música, simbolismo, ritual e identidade visual discutida ao longo do artigo.
Fonte original de inspiração para a construção deste artigo: The Mysterious Masks in the Genre (Part I), publicado em 04 de agosto de 2023.
Complemento documental: Entrevista com Mephorash realizada por Karina Noctum durante o Inferno Festival e publicada pelo portal No Clean Singing em 07 de maio de 2018.
Fontes consultadas sobre o Cult of Fire: Resenhas de Triumvirát e Ascetic Meditation of Death publicadas no portal Metal Archives (Encyclopaedia Metallum), especialmente os textos de Felix 1666 (2014; 2020), Achintya Venkatesh (2014) e stuw23 (2013), adaptados e traduzidos por Anton Naberius para Lucifer Rex Magazine.



