Ürütaü – Transmutação – 2026, EP lançado pela Impaled Records, Sangue Underground, Nyarlathotep e Master Records, banda relativamente formada em 2024 por JL. Índio (Bateria), Ale Galliard (Baixo / Vocal) e Lari Death (Guitarra / Vocal), integrantes com experiências em bandas como: Mávra, Amurians, Evil’s Attack, Gomorraa, Suas temáticas abordam o folclore local e com uma boa produção musical executando um Doom Metal cantado em português que levemente lembram bandas clássicas e saudosas da cena do metal paulista do início dos anos 80 mantendo uma personalidade musical madura e bem elaborada mostrada nesse primeiro trabalho que contém 7 faixas.
Sonoridade
A sonoridade de de “Transmutação” é nitidamente carregada com influências de Black Sabbath e Candlemass e com atmosfera carregada e com um toque indígenas em alguns momentos de flautas e maracás deixando a músicas com uma identidade própria como se estivéssemos em um ritual invocando forças místicas. O Vocal de Ale é totalmente limpo seguindo uma linha do heavy metal brazuca tradicional dos anos 80, As linhas de guitarras são limpas e bem executadas mostrando riffs melancólicos, pesados e muito bem colocados que nos traz um sentimento único ao ouvir cada nota. O baixo é o complemento perfeito que mantém todo o peso musical de cada faixa, e o baterista JL Índio executando batidas precisas e bem executadas. De uma forma geral a banda alcança sua proposta musical com melodias densas de muito peso com um trabalho de guitarras muito bem trabalhadas que te faz viajar pela a atmosfera do Doom Metal e vale apenas também ressaltar dos solos que são certeiros e bem elaborados.
Destaques
Destacaria o EP como um todo, pois sua parte instrumental é muito bem feita e objetiva, porém algumas faixas me chamaram mais atenção, a faixa de abertura “Canto da Morte” tem seu início uma introdução bem ritualística baseado na atmosfera indígena que ganha riffs pesados em uma execução mórbida e bem cadenciada. “Ticê” é outra faixa de riffs bem elaborados e de atmosfera sombria com uma linha de baixo bem marcante. “Necrochurome é uma de minhas faixas preferidas, com riffs de peso e uma alternância musical muito bem elaborada que te faz viajar no tema musical. A quarta faixa “Canibais do tempo” me surpreendeu com o dueto final nas linhas de vocais muito bom. “Mapinguari” também me surpreendeu com seu andamento e atmosfera sombria , além da construção musical. E na última faixa “Pindorama” a narrativa é feita por Vagner Fist (Vocal do Clenched Fist) com uma atmosfera bem ritualística.
Gráfica
A parte gráfica deste trabalho é bem simples, com um encarte de 12x24com um texto feito por Ale Galliard e JL Índio, além das informações necessária do trabalho, o álbum foi gravado e mixado na Sounder Studios, o logotipo é criação do baterista JL Índio e a arte de capa bastante expressiva que mostra bem o direcionamento temático foi elaborado por Thiago Boller. Um trabalho bem feito para os amantes da atmosfera do Doom Metal.
1. Canto da Morte
2. Ticê
3. Necrochorume
4. Canibais do Tempo
5. Psicose Sabática
6. Mapinguari
7. Pindorama
Contatos: urutau.metal@gmail.com
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